Tecnologia e seguros: DARQ e hiperpersonalização

  • ECO Seguros
  • 20 Novembro 2019

A Accenture deixa a fase SMAC e entra na era DARQ, a do marketing hiperpersonalizado e em que tecnologia digital será uma prioridade estratégica para todo negócio segurador.

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Nos últimos três anos o ritmo da inovação na indústria dos seguros acelerou de uma forma nunca vista devido às novas tecnologias emergentes. Essa é a opinião de 96% dos 577 inquiridos pela Accenture para o seu relatório “Technology Vision for Insurance 2019”, que apresenta cinco tendências tecnológicas que marcarão o sector nos próximos anos.

Para a Accenture a era digital já era. Essa designou-se SMAC — social, media, analytics and cloud. Agora, já temos de falar nos tempos do “pós-digital”, ou seja, a era DARQ, um tempo em que os produtos e serviços prestados pelas seguradoras evoluem e adaptam-se aos comportamentos dos consumidores e ao seu contexto, desde o marketing hiperpersonalizado até às apólices de seguros paramétricos que pagam, de uma forma imediata, a compensação devida por um atraso de mais de duas horas num voo.

Diz a consultora será uma era “onde a tecnologia digital será uma prioridade estratégica para todo negócio dos seguros”. A tecnologia deixará de ser uma vantagem competitiva e passará algo que se espera de cada negócio.

A era pós digital será aquela em que cada consumidor, colaborador e parceiros de negócio procurarão experiências contextuais personalizadas e cada momento representará uma oportunidade para as empresas desempenharem um papel no desenvolvimento dessas experiências. As seguradoras precisarão de fornecer não apenas experiências personalizadas, mas também individualizadas para corresponder às expectativas.

E como serão estes tempos? A Accenture fala em cinco tendências: poder DARQ, experiências individuais, novas competências tecnológicas dos colaboradores, segurança e corresponder às expetativas dos consumidores “aqui e agora”.

O poder DARQ corresponde à combinação das novas tecnologias que vão moldar o futuro, entre elas a inteligência artificial, a realidade aumentada e a computação quântica – 96% dos inquiridos para o relatório da Accenture já estão a experimentar uma ou mais tecnologias DARQ.

A segunda tendência refere que as interações permitidas pela tecnologia criarão um “tech identity” para cada consumidor, o que será um factor-chave para criar serviços e experiências feitos à medida. A terceira tendência tem a ver com as novas competências dos colaboradores, que combinarão o seu conhecimento com o poder da tecnologia e que as organizaçãões têm de estar preparadas para esta evolução.

A necessidade de as questões de segurança abrangerem todo o ecossistema, desde as seguradoras aos parceiros de negócio, e de corresponder às expectativas dos consumidores de uma forma imediata são, respetivamente, a quarta e quinta tendências.

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