Wall Street cai com perspetiva de acordo entre EUA e China só em 2020

Um acordo inicial entre as duas maiores potenciais mundiais poderá falhar a meta de 15 de dezembro e a espera penalizou o sentimento dos investidores norte-americanos.

O otimismo parece afastado de Wall Street. As principais bolsas norte-americanas, que renovaram máximos no início da semana, afundaram com a perspetiva de que um acordo comercial entre EUA e China já não possa ser alcançado este ano.

A conclusão do acordo inicial entre as duas maiores economias do mundo deverá resvalar para 2020, segundo disseram fontes próximas das negociações à Reuters. O objetivo era que ficasse fechado antes de dia 15 de dezembro, quando entram em vigor novas tarifas, mas o Governo de Xi Jinping estará a pressionar por uma retirada das tarifas já impostos e a administração de Donald Trump terá também exigências.

O sentimento dos investidores foi penalizado pela notícia, levando os três principais índices a fecharem no vermelho. O industrial Dow Jones caiu 0,41% para 27.820,41 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 perdeu 0,38% para 3.108,40 pontos e o tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,51% para 8.526,73 pontos.

A agravar as tensões entre os dois países está igualmente o projeto de lei aprovado, por unanimidade, pelo Senado norte-americano que apoia os direitos humanos e à democracia em Hong Kong, numa altura de violência entre os manifestantes (contra o Governo eleito) na região e as autoridades locais.

Os EUA preveem sanções contra as autoridades chinesas e da antiga colónia britânica que cometam abusos de direitos humanos e exige uma revisão anual do estatuto económico especial que Washington concede a Hong Kong. Além disso, proibiram a venda de gás lacrimogéneo, balas de borracha e outros equipamentos à polícia de Hong Kong como forma de travar a violência contra os manifestantes. Beijing condenou a decisão norte-americana e acusou Trump de interferir em assuntos internos do país.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Wall Street cai com perspetiva de acordo entre EUA e China só em 2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião