Dá e tira na guerra comercial confunde investidores em Wall Street

As principais praças norte-americanas andam ao sabor das notícias sobre as negociações entre Estados Unidos e China. Possível adiamento das tarifas dá ganhos ligeiros.

À medida que se aproxima a data de uma nova ronda de tarifas dos EUA às importações da China, o sentimento dos investidores torna-se mais sensível a novidades sobre as negociações. Esta quinta-feira, o South China Morning Post noticiou que a entrada em vigor das tarifas pode ser adiada mesmo que as duas potências não cheguem a um acordo na data limite de 15 de dezembro.

A perspetiva de adiamento das tarifas leva Wall Street a apresentar ganhos ligeiros. O índice industrial Dow Jones avança 0,01% para 27.824,62 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 ganha 0,05% para 3.109,96 pontos e o tecnológico Nasdaq sobe 0,05% para 8.530,60 pontos.

Diferentes fontes têm sinalizado um impasse nas negociações entre EUA e China. Depois de no início da semana ter havido entusiasmo com os avanços, que levaram Wall Street a recordes, a Reuters avançou na quarta-feira que um acordo poderá ser alcançado apenas em 2020, o que levou a fortes quedas nas bolsas dos EUA, mas também do Velho Continente.

O South China Morning Post (acesso livre e conteúdo em inglês) cita agora fontes de ambos os lados das negociações que indicam que, apesar de ser difícil alcançar um acordo de fase inicial dentro do prazo, ainda é possível que a imposição de tarifas de 15% sobre 156 mil milhões de dólares em importações chinesas para a China.

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