“Edifício dos Leões”. Sede histórica do Totta vai ser museu do banco

É no "Edifício dos Leões", na baixa lisboeta, que vai nascer o novo museu do Santander Totta. Vai recriar como era a banca antigamente, mas também contar a sua própria história.

Fachada da histórica sede do Banco Totta & Açores onde nascerá o museu da banca. Santander vai batizar imóvel de “Edifício dos Leões”.Wikipédia

A histórica sede do antigo Banco Totta & Açores, na Baixa de Lisboa, vai dar lugar a um museu que vai recriar como eram os bancos “do antigamente”. O Santander Totta, dono do imóvel, já tem nome para o edifício onde vai nascer o novo espaço cultural da capital no próximo mês: “Edifício dos Leões”. Fazendo lembrar os leões que “vigiam” a entrada.

O “Edifício dos Leões” é um dos monumentos mais emblemáticos da baixa pombalina, localizado na Rua do Ouro. É uma obra do princípio do século XX. Quem por lá passa não deixa de notar nas cabeças dos leões esculpidos na entrada. São da autoria do escultor José Isidoro d’Oliveira Carvalho Netto. Foi aí que o novo logótipo foi buscar inspiração.

Ao contrário de outros bancos, que nos últimos meses aproveitaram a alta do mercado imobiliário para venderem edifícios na baixa de Lisboa, o Santander Totta decidiu dar uma nova vida àquela que foi a casa do Banco Totta & Açores durante largas décadas. Vai abrir um museu para contar como era a banca antigamente, mas também vai contar a sua própria história.

“Vamos abrir, na nossa sede, um museu que vai recriar não só a antiga banca que tínhamos, mas vamos ter várias salas em que vamos recriar o banco de antigamente, para mostrar como é que o banco funcionava”, adiantou Inês Oom de Sousa, administradora do Santander Totta, durante a apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano.

Vamos abrir, na nossa sede, um museu que vai recriar não só a antiga banca que tínhamos, mas vamos ter várias salas em que vamos recriar o banco de antigamente, para mostrar como é que o banco funcionava.

Inês Oom de Sousa

Administradora do Santander Totta

Na mesma ocasião, Inês Oom de Sousa revelou que o museu vai contar com uma exposição permanente com obras detidas pelo próprio banco em Portugal mas também pela casa-mãe em Espanha. Revelou que o museu vai trabalhar “com a fundação Botín [da família Botín, que presidiu ao grupo Santander nas últimas décadas], onde estarão peças do grupo Santander expostas”.

“Na exposição permanente teremos não só todas as obras de arte do Santander aqui em Portugal, mas vamos também fazer um acordo para ter as obras de arte deles aqui”, frisou.

O museu também vai ter exposições temporárias para artistas convidados exporem as suas obras. Serão feitas “exposições de quatro ou cinco meses” onde estará “um artista a fazer a sua própria apresentação”, disse Inês Oom de Sousa aos jornalistas.

Segundo adiantou a administrador do banco na altura, o museu tem abertura prevista para o dia 14 de dezembro.

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