Totta aumenta lucros para 390 milhões de euros. Castro e Almeida espera “melhor ano de sempre”

Banco espanhol em Portugal reforçou número de clientes e aumentou o resultado líquido em 1,5% nos primeiros nove meses do ano.

O Santander Totta lucrou 390,6 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2019. Com um reforço dos clientes, dos ativos e do montante arrecadado com comissões, o resultado líquido subiu 1,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, apesar da quebra de 1,9% na margem financeira do banco.

Está bem encaminhado para que este ano seja o ano em que o banco atinja o melhor resultado de sempre do Santander em Portugal“, afirmou Pedro Castro e Almeida, na apresentação de resultados. Identificou o aumento do produto bancário (em 3,9%) e a redução de custos operacionais (em 2,3%) associada não só à eficiência de gastos gerais como à diminuição do número de funcionários (tem menos 355 colaboradores que há um ano e menos 118 agências).

A margem financeira do Santander Totta recuou para 644,5 milhões de euros, o que o banco acredita reflete o atual contexto económico e competitivo, com uma “elevada pressão concorrencial sobre os preços num quadro de baixas taxas de juro e de procura moderada de crédito”.

Os juros negativos do BCE têm penalizado as margens financeiras, levando vários bancos a apelarem à mudança na lei portuguesa, que proíbe que repassem estas taxas aos depositantes. O CEO não espera que venha a ser possível fazê-lo a curto prazo e pretende contornar a questão com uma nova comissão a grandes clientes.

Já não há malparado para vender

Esta quebra foi compensada pelo aumento dos recursos de clientes, em 5,3% para 42,3 mil milhões de euros. As comissões aumentaram 6% para 286,5 milhões de euros.

Já o rácio de non-performing exposure (NPE) caiu 1,6 pontos percentuais para 3,4% e Castro e Almeida acredita que estar preparado para uma desaceleração económica que leve a um crescimento do peso. O stock de imparidades situou-se em mil milhões de euros, no final de setembro, inalterado face ao período homólogo.

O CEO antecipa que, dada a redução do malparado, a venda de carteiras de ativos em incumprimento abrande. “A dimensão já é muito granular portanto não haverá nos próximos tempos nenhuma venda relevante“, disse.

Manuel Preto apontou ainda para os “sólidos rácios de capital” do banco, que tem um rácio CET 1 reforçado em 3,8 pontos base para 16,7%. “São números muito confortáveis, que excedem amplamente o exigido pelo Banco Central Europeu”, disse.

(Notícia atualizada)

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