ASF dá luz verde aos órgãos sociais da Mutualista Montepio

  • Lusa
  • 23 Novembro 2019

Foram confirmados os registos de Carlos Morais Beato, Idália Serrão, Luís Almeida e Virgílio Lima. Virgílio Lima é o escolhido para suceder a Tomás Correia como presidente a partir de 15 de dezembro.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões (ASF) informou a Associação Mutualista Montepio que registou os administradores que se mantêm, excluindo o escrutínio de Tomás Correia, disse à Lusa fonte oficial da mutualista.

Segundo fonte oficial, foram confirmados os registos de Carlos Morais Beato, Idália Serrão, Luís Almeida e Virgílio Lima. No caso de Virgílio Lima, indicou a mesma fonte oficial, o registo foi confirmado para a função pedida, de administrador, em que se manterá até 15 de dezembro.

É público que Virgílio Lima é o escolhido pela mutualista para suceder a Tomás Correia como presidente a partir de 15 de dezembro.

Quanto a Tomás Correia, fonte oficial disse que este não foi notificado porque já não estava sob escrutínio, uma vez que pediu escusa e sairá em dezembro da função que ocupa desde 2008.

Tomás Correia informou em outubro a saída da liderança da associação mutualista, sendo que no comunicado em que justificou a saída nunca referiu a avaliação da sua idoneidade que estava a ser feita pela ASF.

Então, Tomás Correia justificou a demissão dizendo que acontece com os objetivos do mandato “razoavelmente cumpridos” e que assim evita continuar “a ser cúmplice do modelo de governo” imposto pelo novo código mutualista.

A luz verde pela ASF aos membros dos órgãos sociais que se mantêm na mutualista Montepio foi dada a conhecer aos conselheiros da Associação Mutualista Montepio Geral, que se reuniram esta sexta-feira à tarde em Conselho Geral, em Lisboa, durante cerca de quatro horas.

Segundo fontes ligadas ao processo, na reunião Tomás Correia informou os conselheiros da escolha de Pedro Leitão (atualmente no Banco Atlântico Europa) para presidente executivo do Montepio e de mais duas pessoas externas ao grupo para administradores não executivos, que necessitarão agora da autorização do Banco de Portugal.

A situação do banco Montepio foi um dos temas do encontro de sexta-feira, com Tomás Correia a criticar, perante os conselheiros, o atual presidente não executivo do banco (‘chairman’), Carlos Tavares, tendo considerado que este não deu espaço ao conselho executivo do Montepio (que tem Dulce Mota como presidente interina desde fevereiro) para se afirmar.

Ainda nesta reunião foi apresentado o plano de médio prazo para a associação, o qual foi aprovado, apesar de cinco votos contra (Viriato Silva, Carlos Areal, Manuel Ferreira, Gonçalo Alves e Costa Pinto).

De acordo com fonte ligada ao processo, nesse plano (documento que não é público e a que a Lusa não teve acesso) voltam a surgir objetivos que já deveriam ter sido atingidos segundo o plano anterior, como metas de aumento do número de associados, auditoria interna ou atualização de regulamentos das modalidades mutualistas.

Em dezembro, deverá haver uma nova reunião do Conselho Geral, provavelmente no dia 11, para ser apresentado aos conselheiros o plano de ação e orçamento para 2020, que terá de ser levado a assembleia-geral antes do final do ano (habitualmente realizada na semana entre o Natal e o fim de ano).

O Público noticiou esta sexta-feira que devido a fragilidades financeiras no grupo Montepio pode haver redução de benefícios, aumento de quotas de associados ou uma intervenção pública para repor o reequilíbrio financeiro, eventualmente até associando a Caixa Geral de Depósitos à entidade mutualista.

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