Este Mercedes Classe E tem mais um “e”

É uma berlina premium. Tem comportamento de executivo, mas há mais neste Classe E. Com a versão híbrida plug-in, também sabe ser desportiva. É como ter outro carro na garagem, mas "all in one".

E300… “e”? Não, a Mercedes não se enganou no lettering. Aquele “e” não está a mais, é mesmo para estar ali em destaque na traseira da sua berlina familiar premium. Serve para “avisar” os mais distraídos que há energia extra dentro da bagageira (literalmente) nesta nova versão híbrida plug-in de luxo.

Já houve o 350e, mas nesta nova fase de eletrificação da marca da estrela, a aposta é no 300, equipado com um motor de quatro cilindros 2.0 a gasolina, com 211 cv, que tem acoplado um outro motor, desta feita elétrico, que aumenta a potência total para 320 cv. É muita potência, mas muito bem transmitida às rodas pela 9G-TRONIC de 9 velocidades.

Com o “e” vêm as baterias, alojadas na bagageira, encolhendo-a parcialmente, mas também a suavidade característica destes modelos híbridos. Não se ouve o ligar do motor quando carregamos no Start, à semelhança de um puro elétrico. E a partida é quase contranatura já que se vê o Mercedes a rolar mas não há barulho… nada.

O E300e permite rolar neste silêncio durante 50 km, mas obviamente dependerá do pé. Quanto mais suave for, maior será a autonomia em elétrico . Velocidades mais elevadas já acabam por acordar o motor a gasolina, bem como todos os cavalos extra, que dão uma ajuda à autonomia das baterias. Vão carregando com as desacelerações e as travagens que inevitavelmente acontecem na cidade e fora dela. E é tudo monitorizado no grande ecrã que rasga o tablier desde o lugar do condutor até quase ao lugar do passageiro.

Para explorar ao máximo as potencialidades do “e”, o modo Eco ou mesmo o Normal, ambos capazes de oferecer uma condução tranquila, com potência suficiente para ultrapassar quaisquer obstáculos na estrada.

Nestes modos de condução, a fatura saí barata… A marca anuncia um consumo médio de gasolina de apenas 2l/100 km. Não é fácil chegar a esses valores, pouco mais de 4l/ 100 km numa condução sem preocupações é completamente exequível.

Também há Sport. E Sport+

O E é uma classe que pede uma condução suave. Tratar-se, no fim de contas, de um modelo executivo/familiar, mas esta “pele” de bem comportado, sublinhada pelas linhas elegantes e os detalhes de luxo no interior — como os acabamentos em madeira ou o relógio digital na consola central –, esconde mais do que aparenta. Há mais do que Eco e Normal, também há um lado desportivo. A linha AMG, que acrescenta apontamentos mais racing a este modelo por 2.500 euros, dá pistas, mas é o seletor Dynamic que nos mostra o Sport. E o Sport+.

Em Sport, muita coisa muda. É como ter outro carro na garagem, mas “all in one” por um preço de 72.250 euros (extras incluídos). O motor solta-se, o ronco do 2 litros é mais audível através da dupla saída de escape sublimemente embutida no para-choques traseiro. O volante em pele, com partes em pele perfurada, fica mais encorpado. Sente-se a direção mais firme, bastando apontar a direção para que os 4,92 metros de comprimento sigam sem queixumes. Parece que fica mais ágil.

Mas há mais diversão com o Sport+ em que boa parte das ajudas eletrónicas são desativadas. O E fica mais agressivo, mais permissivo, deixando abusar nas curvas. E ganha mais vivacidade desde o sinal vermelho até ao seguinte, depois de deixar para trás todos os que não são tão rápidos a acelerar quando fica verde. Faz 5,7 segundos dos 0/100 km/h. E 250 km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente.

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