Aumentos salariais são “um embuste”, diz Arménio Carlos

Arménio Carlos critica os valores apresentados pelo Governo para aumentar o salário mínimo. A CGTP propõe um aumento de 90 euros por trabalhador.

O secretário-geral da CGTP criticou a proposta do Governo de aumentos salariais, classificando-a com um “embuste”. Para Arménio Carlos, os valores definidos na proposta para o acordo de rendimentos mantém Portugal afastado da média europeia, e não motivam os profissionais a fixarem-se no país.

“Estamos perante um embuste. Diz-se que querem aproximar o rendimento dos trabalhadores da média europeia e as propostas que são apresentadas não levam a aproximação mas, pelo contrário, mantêm distanciamento“, defendeu Arménio Carlos, em declarações transmitidas pelas televisões.

O sindicalista questionou como é que se justifica a proposta do Governo de uma subida de 2,7% tendo em conta que, de 1999 a 2019, “a produtividade subiu 17% enquanto os salários reais só subiram 3%“. Estas condições dificultam a fixação dos trabalhadores, argumentou. “Se não alterarmos o modelo, o que vamos ter é saída de profissionais para o estrangeiro“, disse.

Arménio Carlos reiterou ainda que o que está a ser discutido é um “mecanismo ilusório de que os trabalhadores vão melhorar rendimentos quando na prática vão continuar a ter baixos salários”. “Quem vai beneficiar com a situação são os empresários e, em concreto, os patrões”, continuou.

A proposta apresentada pela CGTP, que será entregue ao Governo, prevê a subida, para todos trabalhadores, dos setores público e privado, de 90 euros mensais. “É um aumento de três euros por dia. Quem é que não pode?”, questionou o secretário-geral da CGTP.

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