Caixa Geral de Depósitos vai investir 200 milhões na transformação digital

  • ECO
  • 3 Dezembro 2019

Banco público está a investir no digital, mas Maria João Carioca diz que não esquece os mais velhos neste processo. "Não somos todos 'millennials'", afirma a administradora.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai investir mais de 200 milhões de euros, ao longo de cinco anos, na transformação digital. O plano de transformação pretende apostar na tecnologia, mas não esquece os clientes mais idosos, e não vai provocar despedimentos ou fecho de balcões.

“A primeira coisa foi que pensámos sempre na transformação para ser muito inclusiva. Não somos todos ‘millennials’ [pessoas nascidas entre as décadas de 80 e 90] e um banco que serve tantos milhões de portugueses tem desde o jovem, que efetivamente não lhe passa pela cabeça ir a uma agência, à pessoa mais idosa”, explica ao Jornal de Negócios (acesso condicionado) Maria João Carioca, administradora da CGD e responsável pelo processo de digitalização.

Segundo Maria João Carioca a aposta na tecnologia pretende que o banco fique “preparado para o futuro”, ajustando os seus serviços e sendo que, 50 milhões são para transformação digital e os restantes 150 milhões “em transformação como um todo”.

Apesar de a CGD ter um plano de restruturação em curso, a responsável garante que “um plano de reestruturação não pode ser e não é de todo só um plano de redução de custos ou de venda de ativos”, acrescentando que a digitalização não vai ditar o fecho de mais balcões ou despedimentos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Caixa Geral de Depósitos vai investir 200 milhões na transformação digital

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião