“Sou um regionalista. Devemos evoluir para uma governação multinível”, diz António José Seguro

  • ECO
  • 3 Dezembro 2019

Numa entrevista de vida inédita, António José Seguro fala sobre os novos partidos políticos, sobre a sua posição na vida política e sobre a regionalização.

Numa entrevista inédita à TSF (acesso livre), António José Seguro quebra o silêncio que tem mantido durante quase cinco anos: fala sobre os novos partidos políticos, garante que está “completamente distante da vida política e partidária” e volta a defender a regionalização. “Sou um regionalista e considero que devemos evoluir para uma governação multinível”, sublinha o antigo secretário-geral do PS.

Na opinião de António José Seguro, cada “nível de território” deve ter uma “resposta política com um Governo apropriado”. “O que é necessário é que sejam as pessoas que vivem no território a decidir uma parte do investimento nesse território“, defende o socialista, sublinhando que o desenvolvimento dessas regiões é fundamental para um desenvolvimento mais equilibrado do país.

“O que quero é que desenvolvam o meu país de forma equilibrada e, sobretudo, o interior. Que este não seja massacrado e amassado como tem sido”, acrescenta António José Seguro. Questionado sobre os incentivos à fixação de pessoas, empresas e investimentos no interior, o político diz: “Se é verdade que há uma responsabilidade do Estado português no seu conjunto, dos dirigentes e dos governantes, há também necessidade de termos alguma iniciativa”.

Sobre os novos partidos, António José Seguro reconhece o aparecimento de “fenómenos” que designa como “exploradores de medo” e que diz aproveitarem “os problemas sociais que existem, e que são graves, mas para acusar, designadamente, os imigrantes como responsáveis por esses problemas”. Nesse sentido, o socialista avisa: “E aí é que é preciso ter cuidado”.

Já sobre o apelo da intervenção pública, política e cívica, António José Seguro diz não sentir tal chamamento, referindo que o seu foco atualmente está “muito mais centrado na vida académica, nas áreas da Ciência Política e Relações Internacionais”. “Obviamente que sou uma pessoa atenta ao que se passa, mas estou completamente distante da vida política partidária”, remata.

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