Fisco descobre 921 contribuintes com património elevado. Já há mais de 1.600 no radar da AT

  • ECO e Lusa
  • 4 Dezembro 2019

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais revelou, no Parlamento, que mais que duplicou o número de contribuintes individuais de elevada capacidade financeira seguidos pela Autoridade Tributária.

A Autoridade Tributária mais que duplicou o número de contribuintes individuais de elevada capacidade financeira que são vigiado pela Unidade dos Grandes Contribuintes. António Mendonça Mendes revelou que foram “descobertos” mais 921 contribuintes com património elevado, passando para mais de 1.600 os indivíduos no radar do fisco.

“Com a troca de informação automática que nós tivemos, com as informações como por exemplo o reporte de saldos bancários, o cadastro individual de contribuintes de elevada capacidade, acrescentou aos 758 que existem hoje, mais 921, estando hoje mais próximos dos dois mil”, referiu secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no Parlamento, na discussão do relatório de combate à fraude e evasão de 2018.

Assim, passam a ser mais de 1.600 os contribuintes individuais com rendimentos a partir dos 750 mil euros ou com património imobiliário superior a cinco milhões de euros, a serem seguidos pela Unidade dos Grandes Contribuintes.

"Com a troca de informação automática que nós tivemos, com as informações como por exemplo o reporte de saldos bancários, o cadastro individual de contribuintes de elevada capacidade, acrescentou aos 758 que existem hoje, mais 921, estando hoje mais próximos dos dois mil.”

António Mendonça Mendes

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Mendonça Mendes salientou ainda, segundo o Observador, que a troca de informação internacional permitiu ainda detetar 5.800 grandes contribuintes, aqui incluindo empresas, que não tinham declarado 82 milhões de euros de rendimentos relativos ao ano de 2016. Este resultado foi obtido apenas com 26.500 notificações.

De acordo com o relatório do combate à fraude e evasão fiscais e aduaneiras, os procedimentos desenvolvidos na área de inspeção junto destes grandes contribuintes coletivos permitiram a correção de 595 milhões de euros, o que representa um aumento de cerca de 17% face ao ano de 2017.

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