Governo do Japão avança com estímulos económicos de 121 mil milhões de dólares

Shinzo Abe anunciou o maior programa de estímulos do Japão desde 2008, para superar desastres naturais, fazer face ao abrandamento económico e preparar o futuro pós-Jogos Olímpicos.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão.D.R.

O Governo do Japão decidiu lançar o maior programa orçamental de estímulos à economia desde a crise financeira de 2008. São 13,2 biliões de ienes japoneses, ou cerca de 121 mil milhões de dólares, para aplicar nos próximos 15 meses em reparações de danos provocados por tufões, na atualização de infraestruturas e em investimentos em novas tecnologias, incluindo o 5G, a quinta geração de rede de comunicações.

Segundo o Financial Times (acesso pago), que avançou a notícia, o montante é superior ao que era antecipado nos mercados internacionais. Este é ainda o primeiro plano de estímulos desde 2016 no Japão e deixa implícito que o Governo japonês reconhece que a economia do país continua vulnerável, apesar de quase sete anos em expansão.

Numa reunião governamental, Abe considerou este programa um “pacote adequado e poderoso”, o “primeiro programa de estímulos da era Reiwa” [a era de Naruhito, o novo imperador do Japão que está no cargo desde maio, depois de o seu pai, Akihito, ter sido o primeiro imperador a abdicar em 200 anos de História]”.

“Os três pilares do pacote de estímulos são a recuperação, reconstrução e segurança em relação aos desastres naturais; apoio para fazer face a um abrandamento económico: e investimento para o futuro pós Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio”, justificou.

Os 121 mil milhões de dólares que o primeiro-ministro Shinzo Abe pretende aplicar na economia representam 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país nos últimos 15 meses. Surgem numa altura em que o abrandamento económico mundial, bem como a incapacidade dos bancos centrais de baixarem ainda mais os juros, têm suscitado incentivos aos Governos para que aumentem a despesa pública.

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