“Negociação do Orçamento não é feita com a profundidade dos anteriores”, diz João Oliveira

  • ECO
  • 5 Dezembro 2019

Para o líder parlamentar do PCP, a negociação deste Orçamento do Estado está a ser diferente dos anos anteriores.

A dez dias da data-limite para a apresentação do Orçamento do Estado para 2020, João Oliveira, líder parlamentar do PCP, reconhece que a negociação do Orçamento não está a ser feita “com a mesma profundidade” face ao que se passou enquanto durou a geringonça. A garantia foi dada por João Oliveira em entrevista ao Observador, onde negou ainda haver “um tabu” relativamente a uma eventual saída de Jerónimo de Sousa da liderança do PCP.

“Há um quadro político na Assembleia da República que não é igual ao anterior e isso altera muito as circunstâncias em que a discussão é feita”, começa por dizer João Oliveira, acrescentando que nas discussões dos anteriores orçamentos “havia uma perspetiva do trabalho que era feito na base daquele exame comum preambular à proposta de lei que, manifestamente nesta fase, não é feito com essa profundidade”.

Questionado sobre o facto de não existir um acordo escrito na anterior legislatura que ligava o Governo do PS aos restantes participantes da geringonça — PCP e Bloco de Esquerda — o líder parlamentar do PCP assume que a atual relação com o Executivo cingiu-se aos mínimos: o “recenseamento” das suas propostas.

E João Oliveira não valoriza e a falta de “profundidade” das negociações relativamente às propostas de lei do PCP. “Não acho que dificulte nem facilite. A questão verdadeiramente central é saber qual é que é a resposta do Governo a estas matérias”, diz.

A continuidade e uma eventual sucessão do líder Jerónimo de Sousa foi também tema. Neste âmbito, João Oliveira recusa existir um tabu, empurrando a questão para o congresso do partido que se realiza daqui a um ano. “Não há tabu nenhum. É uma discussão que é feita no momento e nos termos em que nós decidimos que ela é feita. E é feita no quadro do congresso”, afirmou.

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