Lucros da Associação Mutualista Montepio sobem 25% para dois milhões em 2019

A Associação Mutualista Montepio deverá fechar o ano com lucros de 2,05 milhões de euros, acima dos 1,63 milhões de 2018. Destaca melhoria das receitas associativas e dos resultados financeiros.

A Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) vai fechar o ano com lucros ligeiramente superiores a dois milhões de euros, uma melhoria de 25% face ao resultado alcançado em 2018. Em causa estão números sobre as contas individuais que constam do Programa de Ação e Orçamento 2020 da AMMG, documento que será votado na assembleia geral que se realiza a 30 de dezembro.

“Estima-se que os resultados recorrentes da atividade mutualista, isto é, sem considerar impactos de eventos exógenos, como sejam os provenientes dos testes de adequação das responsabilidades, em função do nível em que estiverem as taxas de mercado no final do ano, ou de valorizações ou desvalorizações de carteiras de imóveis ou de participações financeiras, sejam positivos no final de 2019, em torno de dois milhões de euros, ligeiramente acima dos resultados do ano anterior, que se situaram em 1,6 milhões de euros“, diz a mutualista liderada por Tomás Correia — deixa este fim de semana o cargo, dando lugar a Virgílio Lima.

Em concreto, a AMMG antecipa que irá fechar o ano com um lucro de 2,047 milhões de euros, 25,2% acima dos 1,634 milhões registados em 2018.

A contribuir para a melhoria de resultados, a Mutualista enumera diversos fatores. Por exemplo, os resultados financeiros, que a mutualista estima tenham ascendido a 26,5 milhões de euros este ano, “para o que contribuiu a melhoria do rendimento da carteira de títulos”.

Do lado dos custos, a AMMG destaca ainda melhorias, falando “em custos de atividade estimados em 28 milhões de euros, que representam uma redução face ao valor registado em 2018”.

Os outros resultados de exploração, que incorporam os resultados associados às propriedades de investimento (imóveis de rendimento que incluem residências sénior e de estudantes), também continuaram a contribuir positivamente para as contas da instituição. O montante estimado para 2019 é de 7,8 milhões de euros.

Também se regista um “melhoria das receitas associativas e, consequentemente, dos resultados inerentes a associados, por via da relação, mais favorável, entre a margem associativa e a variação das provisões técnicas”, que deverão atingir, ainda assim, um valor negativo de 14,1 milhões de euros, diz o documento, representando uma melhoria face aos -21,9 milhões de euros em 2018.

Em termos de receitas associativas, estas ascenderam a 658 milhões de euros, em 2019, acima dos 491,5 milhões alcançados no ano anterior. A melhoria dos resultados por essa via insere-se apesar de um contexto de perda de associados. Em setembro, a base de associados da AMMG ascendia a um total de perto de 604,7 mil, número que compara com os cerca de 612,6 mil que existiam no início do ano.

Neste campo, a mutualista reconhece que “as readmissões e entradas de novos associados, atingindo 19.260, não foram, contudo, suficientes para inverter o decréscimo da base associativa”, salientando contudo que, em termos homólogos, o fluxo líquido de associados seja, a partir de setembro, menos negativo.

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