Portugal recebeu 2,5 milhões de turistas em outubro. Hóspedes perderam interesse pelo Algarve

Em outubro, o número de turistas a visitar Portugal aumentou para 2,5 milhões, mas os hóspedes passaram menos noites no Algarve. As receitas com o turismo atingiram os 387,9 milhões de euros.

Depois de um setembro com um crescimento de 5% no número de hóspedes, outubro contrariou a desaceleração que se vem sentido há alguns meses. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os estabelecimentos hoteleiros nacionais receberam 2,5 milhões de hóspedes no décimo mês do ano, mais 5,4% do que em outubro do ano passado. Para a economia isto refletiu-se em 387,9 milhões de euros em receitas.

Se em outubro do ano passado tinham sido 2,38 milhões de turistas, em outubro deste ano esse número aumentou 5,4% para 2,5 milhões, diz o INE. Os hóspedes estrangeiros levaram a melhor, tendo aumentado 7,7% para 1,65 milhões, enquanto os residentes no país subiram apenas 1% para 851 mil. Estes números mostram uma melhoria face ao ano passado, contudo, regista-se uma quebra quando comparados com setembro, mês em que o país recebeu 2,9 milhões de turistas devido ao verão.

Mas se o número de hóspedes aumentou, as estadias mostraram uma desaceleração. Os dados do INE mostram que a estadia média caiu 3,2% para 2,55 noites, uma quebra que se deveu, sobretudo, ao número de noites que os estrangeiros passaram nos estabelecimentos hoteleiros nacionais, que caiu 4,7% para uma média de 2,91 noites.

Britânicos lideram em número. Alemães perdem interesse

Os turistas do Reino Unido continuam a ser os que mais procuram Portugal, não foram a nacionalidade que mais cresceu. Enquanto os britânicos subiram 2,7% para 231.866 hóspedes, os norte-americanos dispararam 20,5% para 144.064 turistas.

Em número, destaque ainda para os alemães (175.386) e para os espanhóis (169.499). Em crescimento, aparecem ainda os chineses (17,7% para 40.597) e os brasileiros (15,6% para 128.192).

Entre os hóspedes que mais perderam o interesse por terras lusas, destacam-se os alemães, que foram a nacionalidade que mais caiu: -8,9% para 175.386 hóspedes, à frente dos suecos (-6% para 22.883 hóspedes) e dos holandeses (-5,8% para 56.485 hóspedes).

Dormidas caem no Algarve e na Madeira

Em outubro, as dormidas dispararam na zona norte do país e na Região Autónoma dos Açores, refere o INE. Nestas duas regiões de Portugal, este indicador subiu 7,6%, à frente da Área Metropolitana de Lisboa (AML) onde aumentou 4,5%. Contrariando a tendência, as dormidas no Algarve e na Região Autónoma da Madeira caíram 0,6% e 5,9%, respetivamente.

Os hóspedes residentes preferiram passar noites na Madeira e nos Açores, com crescimentos de 11% e 10,9%, respetivamente, e perderam bastante interesse pelo Algarve, onde se observou uma queda de 4,6%. Já os hóspedes internacionais procuraram a zona norte, a AML e o Alentejo, e perderam interesse pela Madeira (-7,9%).

Receitas sobem para 387,9 milhões. Mas mantêm desaceleração

Em outubro, os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram os 387,9 milhões de euros no total e os 289,1 milhões de euros relativamente a aposento, correspondendo a crescimentos de 5,4% e 6,7%, respetivamente, diz o INE. Contudo, estas subidas mostram uma desaceleração face aos acréscimos registados em setembro (6,8% e 6,9%, respetivamente).

Em termos de evolução dos proveitos nas várias regiões, destacaram-se as evoluções registadas no Alentejo (15,4% nos proveitos totais e 14,7% nos de aposento), na Região Autónoma dos Açores (11,8% e 13,6%, pela mesma ordem) e no Norte (11,7% e 12,1%).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, em termos de rendimento médio por quarto ocupado bateu-se os 84,8 euros em outubro, o equivalente a um aumento de 3,1% face ao ano passado. Já quanto ao rendimento médio dos quartos disponíveis, este indicador situou-se em 50,3 euros, o equivalente a um aumento de 2,2% face ao ano passado.

(Notícia atualizada às 11h32 com mais informação)

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