Obras de expansão do Metro de Lisboa derrapam para segundo semestre de 2020

  • Lusa
  • 17 Dezembro 2019

As obras de expansão do Metro de Lisboa inicialmente estavam previstas para o primeiro semestre deste ano, mas foram adiadas para o segundo semestre de 2020.

As obras de expansão do Metropolitano de Lisboa, orçadas num total de 210 milhões de euros, vão arrancar no segundo semestre de 2020, quando inicialmente estavam previstas para o primeiro semestre deste ano, foi esta terça-feira divulgado.

De acordo com o relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2020, entregue na segunda-feira à noite no parlamento, no Metropolitano de Lisboa “será criado um anel envolvente da zona central da cidade (linha Verde), com a abertura de duas novas estações: Estrela e Santos”.

Para tal, segundo a proposta do OE2020, “está previsto um investimento total de 210 milhões de euros, dos quais 46 milhões em 2020”, com o início da execução da obra previsto para segundo semestre do próximo ano.

O objetivo é ligar o Rato ao Cais do Sodré, obtendo-se assim uma linha circular a partir do Campo Grande com as linhas Verde e Amarela, passando as restantes linhas a funcionar como radiais – linha Amarela de Odivelas a Telheiras, linha Azul (Reboleira – Santa Apolónia) e linha Vermelha (S. Sebastião – Aeroporto).

Em 16 de outubro de 2018, a proposta de Orçamento do Estado para 2019 referia que “a expansão do Metropolitano de Lisboa consistirá num investimento de 210,2 milhões de euros, devendo as obras arrancar até ao final do primeiro semestre de 2019”.

Já em relação ao Metro do Porto, o documento refere que será criada uma nova linha Rosa, enquanto se expande a linha Amarela, sendo que o início da contratação da obra, orçada num total de 308 milhões de euros, dos quais 75 milhões em 2020, está previsto para junho do próximo ano.

No total, são sete novas estações criadas ao longo dos novos seis quilómetros de linha do Metro do Porto. A linha Rosa vai ligar a Casa da Música a São Bento e a linha Amarela vai ser prolongada para ligar o Hospital S. João, no Porto, a Vila D’Este, em Vila nova de Gaia.

O Governo prevê também a aquisição de frota, nomeadamente para comboios da CP, manutenção de comboios CP (EMEF), barcos da Transtejo, Carris e STCP, que se encontram todos em fase de concurso internacional.A aquisição de material circulante para as empresas públicas de transportes públicos, no valor de 824 milhões de euros até 2023, “constitui o maior investimento dos últimos 20 anos”, de acordo com o documento.

No caso da CP, prevê-se a aquisição de 22 novas automotoras (12 automotoras bi-modo e 10 elétricas), no valor de 168 milhões de euros, enquanto no Metro de Lisboa contar-se-á com um aumento de frota de 20% (mais 14 unidades triplas) e implementação do novo sistema de sinalização nas linhas Verde, Amarela e Azul, representando uma despesa de 137 milhões de euros.

O documento entregue na segunda-feira lembra ainda que a Metro do Porto anunciou, em dezembro de 2019, o vencedor do concurso para o fornecimento de 18 novas unidades circulantes, no valor de 50 milhões de euros. Já a frota da Transtejo será renovada integralmente com 10 novos navios, com um investimento de 91 milhões de euros, incluindo a manutenção dos mesmos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Obras de expansão do Metro de Lisboa derrapam para segundo semestre de 2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião