Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 2 Janeiro 2020

As autoridades japonesas permitiram que Ghosn fugisse para o Líbano com um passaporte francês de reserva. Países nórdicos contra a implementação do salário mínimo europeu.

O Japão permitiu que o antigo presidente da Renault-Nissan fugisse para o Líbano com um passaporte francês sobressalente, quando os seus três documentos estavam sob fiança. Os países nórdicos alertam que a implementação de um salário mínimo igualitário para toda a UE pode prejudicar os seus sistemas de negociação entre a entidade patronal e os empregados. Milhões de clientes do Lloyds, Halifax e Banco da Escócia foram impedidos de aceder às suas contas online durante quase nove horas. A Google decidiu estabelecer toda a sua propriedade intelectual nos Estados Unidos e acabar com a via lucrativa de utilizar a Irlanda para pagar menos impostos.

Reuters

Carlos Ghosn utilizou passaporte francês na fuga para o Líbano

As autoridades japonesas permitiram que o antigo presidente da Renault-Nissan fugisse para o Líbano com um passaporte sobressalente. Carlos Ghosn, que tem cidadania francesa, libanesa e brasileira, fugiu do Japão para o Líbano com um passaporte francês que tem, embora um dos advogados do executivo afirme que os três passaportes oficiais ainda estão sob a alçada das autoridades japonesas. Ghosn escapou às autoridades nipónicas com a ajuda de uma empresa de segurança privada.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Financial Times

Bruxelas enfrenta dificuldades na implementação de salário mínimo europeu

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está a enfrentar dificuldades em implementar um salário mínimo em toda a União Europeia. Os nórdicos alertam esta medida pode prejudicar os seus sistemas de longa-data de negociação entre a entidade patronal e os empregados. “Estamos preocupados que uma diretiva não contenha as isenções ou salvaguardas necessárias para o nosso sistema”, disse o ministro do trabalho da Dinamarca, acrescentando que “o princípio básico do modelo dinamarquês é não ter interferência política”.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado).

The Guardian

Sistemas bancários online do Lloyds, Halifax e Banco da Escócia colapsaram

Milhões de clientes do Lloyds, Halifax e Banco da Escócia foram impedidos de aceder às suas contas através do website e das aplicações durante quase nove horas. O problema começou por volta das quatro da manhã do dia de Ano Novo, mas já estará resolvido. “Sabemos que os nossos clientes estão a ter problemas com a internet e banco móvel. Lamentamos o incómodo e estamos trabalhar para voltar ao normal em breve”, publicaram as três marcas, que fazem parte do do Lloyds Banking Group, no Twitter. Os serviços bancários por telefone, pagamentos com cartão e transações em caixas automáticas não foram afetados.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

El País

Google põe fim ao sistema que permite fugir dos impostos nos EUA através da Irlanda

A partir deste ano a Google vai deixar de utilizar o chamado “duplo sistema irlandês”, que lhe permite reduzir o pagamento de impostos através da Irlanda e do qual se aproveitaram durante uma década as grandes companhias norte-americanas. “Estamos a simplificar a nossa estrutura empresarial e vamos estabelecer as licenças de propriedade intelectual a partir dos Estados Unidos”, afirmou um porta-voz da empresa à Reuters. A técnica permitiu à gigante da tecnologia adiar o pagamento de impostos nos EUA sobre ganhos internacionais por anos e pagar uma taxa de imposto mais baixa no exterior.

Leia a notícia completa no El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

El País

Barcelona inaugura zona de acesso exclusivo a veículos de baixas emissões

Ao fim de três anos de anúncios e preparativos, Barcelona tem finalmente uma Zona de Baixas Emissões: 95 quilómetros onde não podem circular automóveis poluentes, ou seja, que não tenham etiqueta ambiental. Esta nova medida afeta 85 mil carros e 30 mil motos, estimando-se que 170 mil pessoas passem a usar os transportes públicos. Apesar desta boa notícia para o combate às alterações climáticas, os habitantes da cidade estão reticentes, defendendo que Barcelona não tem uma rede de transportes públicos capaz de dar resposta a esta mudança.

Leia a notícia completa no El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

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