“Empresas foram condenadas à morte”, diz Isabel dos Santos

  • ECO
  • 3 Janeiro 2020

A empresária angolana diz que o arresto do tribunal de Luanda condenou as suas empresas à morte e que não teve oportunidade de se defender.

Depois de o tribunal de Luanda ter decretado o arresto de vários bens de Isabel dos Santos, a empresária admite que essa medida condenou essas mesmas entidades à morte. Em entrevista ao Jornal de Negócios (acesso pago), diz ainda que esta é uma tentativa de “mascarar” o fracasso da política económica do presidente João Lourenço.

Para a empresária angolana, esta decisão trata-se de “um ataque politicamente motivado, pelo simples e único facto de filiação ao ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos”. Isabel dos Santos diz ter descoberto com “grande consternação” que houve um “julgamento secreto realizado em sigilo total”, sem que os advogados das respetivas empresas tivessem sido informados.

“Discordo do facto de ter sido confrontada por acusadores sem me ter sido dada a oportunidade de responder às acusações falsas feitas contra mim”, disse, em declarações ao Negócios. Este julgamento, continuou, “contém várias inverdades e que se tivesse sido oferecida a oportunidade de um processo legal justo e aberto, teria sido fácil de desmontar tais inverdades“.

Afirmando que, devido ao congelamento das contas, fica impossibilitada de gerir e recapitalizar as empresas, Isabel dos Santos diz que as entidades em questão foram “condenadas à morte”. “Hoje empregam mais de 10.000 pessoas. Diante dessa tentativa de espoliação, incentivei as minhas equipes e todas as famílias ligadas ao destino de minhas empresas a não cederem à dúvida nem ao desânimo”, disse.

Posto isto, a filha de José Eduardo dos Santos diz que vai lutar com “calma” e “profissionalismo” e que usará “todos os instrumentos do direito angolano e internacional” que tem à sua disposição “para fazer prevalecer a verdade”.

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Empresas foram condenadas à morte”, diz Isabel dos Santos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião