Autorizado concurso único para nova ponte sobre o Douro, diz Câmara de Gaia

  • Lusa
  • 6 Janeiro 2020

Tribunal de Contas autorizou que o concurso da nova ponte sobre o Douro seja único e que “deve avançar este ano”. A ponte será instalada entre Campanhã e o Areinho de Oliveira do Douro.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia revelou esta segunda-feira que o Tribunal de Contas (TdC) autorizou que o concurso da nova ponte sobre o Douro seja único e avançou que o procedimento “deve avançar este ano”.

“O TdC abriu a porta a essa pretensão e o concurso será de conceção e construção. Autorizaram um modelo único de concurso e agora a Faculdade de Engenharia está a acabar os estudos. Acredito que os projetos de especialidade que sustentam o concurso fiquem prontos neste primeiro trimestre e o concurso deve avançar este ano”, disse Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca de Vila Nova de Gaia, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião camarária descentralizada que esta manhã decorreu na Junta de Freguesia de Gulpilhares, contou que reuniu com o TdC no dia 23 de dezembro para “pedir aconselhamento”.

De acordo com Eduardo Vítor Rodrigues, o TdC advertiu que o modelo de concurso que junta a conceção e a construção pode “limitar a concorrência”, no entanto, acrescentou o autarca, “dada a dimensão do projeto em causa, compreenderam que há vantagens como o facto de ser a mesma equipa, com engenheiros e arquitetos, a trabalhar o projeto do início ao fim”.

No dia 23 de dezembro, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, revelou que, juntamente com Gaia, questionou o TdC sobre a possibilidade de lançar um concurso único para a conceção e construção da nova ponte sobre o Douro.

“É uma posição que nós temos vindo a acompanhar com a Câmara de Gaia. Nós temos preparados os concursos para a nova ponte, mas estamos a questionar o Tribunal de Contas se, numa obra desta dimensão, não nos autorizam a fazer o concurso de conceção e construção e aí teríamos o preço chave na mão“, afirmou Rui Moreira na reunião do executivo.

Rui Moreira explicou que, de outra forma, correr-se-ia o risco de o júri escolher um projeto arquitetónico “muito bonito, uma coisa fantástica”, mas depois ficar “por aqui”, vinculado ao lançamento de um segundo concurso, este de construção, que “de repente dispara”, como aconteceu com o Terminal de Campanhã.

Já Eduardo Vítor Rodrigues explicou esta manhã que o objetivo é “evitar derrapagens de tempo como a da Casa da Música ou a Torre de Belém”.

A nova travessia sobre o Douro, batizada como Ponte D. António Francisco dos Santos, foi anunciada em abril de 2018.

No anúncio foi referido que o custo estimado da ponte será de 12 milhões de euros, integralmente assumidos pelos municípios de Porto e Gaia, em partes iguais.

A ponte vai ser instalada entre Campanhã (Porto) e o Areinho de Oliveira do Douro (Gaia).

Em outubro, em resposta à Lusa, a Câmara do Porto referia que estavam a ser estudados a relocalização e o redimensionamento da nova travessia sobre o Douro, na sequência dos “entraves” colocados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) quanto à localização inicial.

Já em novembro, numa sessão da Assembleia Municipal do Porto, o presidente da autarquia, Rui Moreira, esclarecia que a nova travessia que vai ligar as cidades de Porto e Gaia irá custar 26,5 milhões de euros, valor que inclui a construção da ponte e respetivos acessos.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Autorizado concurso único para nova ponte sobre o Douro, diz Câmara de Gaia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião