Nova ponte sobre o Douro vai custar à Câmara do Porto mais do dobro do previsto

  • Lusa
  • 29 Outubro 2019

A autarquia inscreveu no orçamento um total de 13,1 milhões de euros para a futura Ponte D. António Francisco do Santos, a distribuir pelos anos de 2020, 2021 e 2022.

A nova ponte sobre o Douro vai custar à Câmara do Porto cerca de 13 milhões de euros, mais do dobro do que estava inicialmente previsto aquando da apresentação pública do projeto em abril de 2018.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

No mapa detalhado dos empreendimentos da empresa municipal Go Porto, que consta do anexo sexto do relatório do orçamento municipal para 2020, a autarquia inscreveu um total de 13,1 milhões de euros para a futura Ponte D. António Francisco do Santos, a distribuir pelos anos de 2020, 2021 e 2022.

Quando foi anunciada em abril de 2018, a nova travessia, cuja conclusão era apontada para 2022, tinha um custo estimado de 12 milhões de euros, integralmente assumidos pelos municípios de Porto e Gaia, em partes iguais. A Lusa questionou esta terça-feira, a câmara do Porto sobre o aumento dos custos do projeto, mas até ao momento sem sucesso.

A nova ponte a instalar entre Campanhã (Porto) e o Areínho de Oliveira do Douro (Gaia) foi apresentada, em 2018, como uma solução para “retirar trânsito automóvel dos dois centros históricos, desviando-o para zonas de expansão e diminuindo a pressão onde ela é mais evidente”, lia-se na proposta de protocolo a assinar entre os dois municípios e discutida em junho desse ano.

Mais de um ano e meio depois, o projeto ainda não avançou para o terreno, permanecendo a Câmara do Porto em silêncio sobre o avanço da nova travessia.

A Lusa continua ainda a aguardar desde o início de outubro, a resposta ao pedido de esclarecimento enviado à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que foi acusada, em junho, pelo presidente da Câmara do Porto, de estar a “atrasar” a construção da ponte.

“A APA é aquela que nos está a levar a atrasar as questões da ponte com Gaia”, avançou o Rui Moreira, durante a Assembleia Municipal de 26 de junho deste ano. O autarca revelou que os técnicos da APA “entendem que a ponte não deve ter a mesma cota relativamente ao rio do tabuleiro inferior da Ponte Luís I”.

Também a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), em resposta à Lusa em outubro, escusou a adiantar pormenores sobre o projeto, referindo apenas que “no devido tempo e no âmbito das suas competências, a APDL foi consultada sobre esta matéria e deu o seu parecer técnico sobre o projeto”.

Já a Infraestruturas de Portugal esclareceu que disponibilizou apoio técnico às autarquias, mas disse não ter de se pronunciar ou emitir qualquer parecer sobre o projeto em questão.

No anúncio formal, a 12 de abril, os autarcas revelavam que a sétima travessia sobre o Douro seria construída à cota baixa, numa extensão de 250 metros, estando previstas a ligação para trânsito rodoviário e transporte público, uma passagem pedonal e ciclovia.

À data, os autarcas avançavam que seriam necessários dois concursos públicos, um para a conceção a lançar naquele ano (2018) e um segundo de caráter internacional para a construção.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Nova ponte sobre o Douro vai custar à Câmara do Porto mais do dobro do previsto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião