EuroBic corta spread da casa para 1,1%. Iguala BCP e Banco CTT

O banco liderado por Teixeira dos Santos cortou a margem mínima que se dispõe a cobrar aos clientes no financiamento da compra de casa. Apenas o Bankinter oferece uma margem mínima inferior.

O ano começa com um novo episódio na “guerra dos spreads” do crédito da casa. Desta vez, cabe ao EuroBic o papel de protagonista. O banco liderado por Teixeira dos Santos cortou, para 1,1%, a margem mínima que se dispõe a cobrar aos clientes para financiar a compra de casa. O EuroBic iguala assim o spread mínimo exigido pelo BCP e pelo Banco CTT, ficando apenas atrás do Bankinter, o banco com a margem mínima mais competitiva do mercado.

O valor do novo spread mínimo surge na atualização de preçário publicada pelo EuroBic nesta segunda-feira, 6 de janeiro, no respetivo site. A nova taxa mínima de 1,1% compara com os 1,2% que vigoravam desde abril do ano passado.

Com este corte, o EuroBic deixa para trás as propostas mais competitivas da maioria dos grandes bancos. Nomeadamente do Santander e do BPI cujos spreads mínimos mantêm-se nos 1,2%, valor que também vigora no Crédito Agrícola. Fica também mais distante dos 1,23% exigidos pela Caixa Geral de depósitos e dos 1,25% em vigor no Novo Banco, a instituição com a margem mínima mais elevada do mercado.

EuroBic aproxima-se dos 1% no spread da casa

Fonte: Preçários dos bancos

Com esse movimento, o EuroBic ultrapassa ainda os 1,175% em vigor no Montepio, passando a igualar o BCP que em setembro de 2019 também já tinha colocado o seu spread mínimo nos 1,1%. O mesmo valor que também é exigido pelo Banco CTT.

No quadro atual, apenas o Bankinter oferece uma margem mínima mais baixa do que a desses três bancos. Desde setembro de 2018, que o banco espanhol mantém o seu spread mínimo nos 1%.

Os spreads mínimos dos dez bancos mais representativos no mercado de crédito à habitação em Portugal distam no limite 0,23 pontos percentuais entre si, com estes a lutarem entre si no sentido de conseguir os maiores níveis de concessão possível.

Tal insere-se num quadro de juros historicamente baixos, mesmo negativos, onde há todo o incentivo à libertação de liquidez no mercado por parte dos bancos. Os últimos dados disponíveis mostram que a disponibilização de novo crédito para a compra de casa continua a acelerar. Em outubro, os bancos concederam 943 milhões de euros em empréstimos com esse fim, elevando para 8,5 mil milhões de euros o total do novo crédito à habitação concedido desde o início do ano passado.

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