Bankinter diz que a guerra dos spreads da casa atingiu o limite

Banco espanhol tem um spread de apenas 1%, mas a diferença face a outros principais bancos é de apenas 0,25 pontos percentuais. CEO em Portugal afirma que tem havido prudência, apesar da competição.

A guerra dos spreads do crédito à habitação levou a diferença entre as ofertas dos vários bancos para níveis muito reduzidos e, apesar dos alertas do Banco de Portugal, os cortes têm continuado. No entanto, o Bankinter (banco que apresenta, atualmente, o spread mais baixo) vê pouco espaço para novas descidas.

Creio que o nível de redução de spreads terá atingido o seu limite. Já há algum temos que não vemos mais reduções e penso que não há muito mais espaço para que haja reduções dos spreads em Portugal“, afirma Alberto Ramos, CEO do Bankinter em Portugal.

Os maiores bancos em Portugal entraram numa guerra de spreads para aumentar a competitividade e atrair clientes para o crédito à habitação. Entre as dez maiores instituições financeiras no mercado português, a disputa pelo spread mais baixo levou o intervalo entre as propostas mais competitivas a apenas 25 pontos base, entre 1% e 1,25%.

Fonte: Preçários dos bancos | * Spread aplica-se no âmbito da campanha de aniversário do Montepio que dura até setembro.

O Bankinter, que tem 6,5% de quota de mercado, é atualmente o banco com a oferta mais competitiva (com uma diferença cada vez menor dos concorrentes) e tem atualmente em curso uma oferta promocional de crédito à habitação de taxa fixa, seguindo as pisadas de outros bancos. O spread médio observado no crédito à habitação caiu para 2,2% em 2018, em mínimos de 2010.

Alberto Ramos defende que os bancos não estão a arriscar a estabilidade financeira ou a margem do negócio financeiro. “Se olharmos para Espanha, os spreads praticados são muito mais baixos. Penso que até tem havido alguma prudência por parte dos bancos nesta matéria”, diz.

Mas o Banco de Portugal discorda. Após ter imposto, em julho do ano passado, uma recomendação para travar a concessão de crédito à habitação, alertou no início do mês que a guerra dos spreads poderá vir a contribuir para um aumento do malparado no futuro.

“Temos uma avaliação muito prudente do ponto de vista de risco”, afirmou o CEO do Bankinter em Portugal, sobre o próprio banco. Em relação ao travão do supervisor, acrescentou: “Faz sentido que haja maior exigência nos critérios de concessão de crédito. No nosso caso, não teve um impacto particularmente relevante e continuamos a conseguir concretizar bons níveis de concessão de crédito à habitação”.

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