BPI responde à CGD e baixa spread da casa para 1,20%

O banco desceu o spread mínimo de 1,25% para 1,20%, um mês e meio depois de a CGD ter colocado a margem mínima em 1,23%. Para além do banco público, passou também a exigir menos que BCP e Novo Banco.

A guerra dos spreads da casa está ao rubro, e intensifica-se entre os grandes bancos. Desta vez, o papel de protagonista cabe ao BPI. O banco liderado por Pablo Forero desceu para 1,2% o spread mínimo que cobra para financiar a compra de habitação, respondendo à Caixa Geral de Depósitos (CGD) que há menos de um mês e meio cortou a margem mínima para 1,23%. Com esta mexida, para além da CGD, o BPI deixou ainda para trás o BCP e o Novo Banco que partilham o spread mínimo mais elevado do mercado. Passou ainda a igualar o Santander Totta.

A nova margem mínimo de 1,20% que se aplica no BPI desde 1 de junho compara com os 1,25% que o banco passou a exigir há apenas quatro meses. Essa mexida aconteceu em fevereiro e deu o pontapé de saída em 2019 para uma chuva de revisões em baixa por parte de outros cinco bancos que se verificou desde então.

A CGD foi a última instituição financeira a cortar o preço mínimo para financiar a compra de casa. O movimento aconteceu em abril e permitiu ao banco público deixar de ter a oferta mais cara do mercado, ultrapassando o BCP, o Novo Banco e o BPI. Nessa ocasião baixou o spread mínimo de 1,3% para os 1,23% que mantém em vigor.

Intervalo de spreads mínimos cada vez mais curto

Fonte: Preçários dos bancos | * Spread aplica-se no âmbito da campanha de aniversário do Montepio que dura até setembro.

O BPI vem agora reagir à oferta do maior banco português, batendo o spread mínimo da instituição pública, mas também deixando para trás a oferta do BCP e do Novo Banco com quem partilhava o mesmo spread. Os bancos liderados por Miguel Maya e por António Ramalho mantêm as suas margens mínimas nos 1,25%, partilhando assim o estatuto dos bancos “mais caros” a financiar a compra de habitação.

Questionado pelo ECO relativamente à justificação para essa revisão em baixa da sua margem mínima, o BPI diz que “decidiu ajustar o seu preço às condições do mercado para os melhores riscos“, acrescentando que “o objetivo é continuar a apresentar uma oferta muito competitiva, não só no spread mas também nos custos totais associados ao crédito”.

Faz questão de salientar ainda que “o crédito à habitação sempre foi e continuará a ser muito relevante na oferta do BPI, com uma política de risco muito segura, que permite ao Banco apresentar, há muito anos, os melhores indicadores de risco da banca portuguesa”.

Em 2018, o BPI concedeu 1.287 milhões de euros em crédito hipotecário, o que representa um crescimento de 21% face ao ano anterior.

Certo é que com a revisão em baixa agora conhecida, o Banco liderado por Pablo Forero passa a ter uma das ofertas mais competitivas no crédito à habitação em Portugal.

Partilha o mesmo spread mínimo que o Santander Totta, o Crédito Agrícola e o Eurobic, sendo que há apenas duas instituições financeiras a exigirem valores mais baixos. O estatuto do banco “mais barato” continua a ser do Bankinter que desde setembro do ano passado mantém uma margem mínima de 1%. Segue-se o Banco CTT, com spreads a partir de 1,1%, e o Montepio com um spread de 1,175%.

Considerando os dez bancos mais representativos do mercado de crédito à habitação em Portugal, a disputa pelo spread mais baixo mantém-se assim “taco a taco“, com o intervalo entre as propostas mais competitivas a estar limitado a 25 pontos base, no intervalo entre 1% e 1,25%.

(Notícia atualizada às 17h40 com reação do BPI)

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