Tensão no Médio Oriente alivia e afeta pouco as bolsas. BCP limita perdas em Lisboa

A bolsa de Lisboa encerrou com quedas ligeiras, ajudada pela valorização de quase 1% das ações do BCP. Na Europa, o alívio dos receios dos investidores face à tensão no Médio Oriente ditou o verde.

O vermelho voltou a imperar em Lisboa pela quarta sessão consecutiva, o maior ciclo de quedas do último mês. As perdas do PSI-20 foram, contudo, limitadas face ao avanço de quase 1% do BCP, num dia em que os principais índices europeus terminaram no verde perante algum alívio da tensão no Médio Oriente.

O PSI-20 recuou 0,06%, para os 5.226,97 pontos, com oito títulos em queda, nove em alta e um inalterado: a EDP Renováveis nos 10,20 euros. Já o Stoxx 600 — índice que reúne as 600 capitalizações bolsistas europeias — encerrou a ganhar uns ligeiros 0,1%.

O desempenho dos principais índices bolsistas do Velho Continente refletiu assim o alívio dos receios dos investidores depois de o Irão ter atacado duas bases aéreas onde estavam militares dos EUA, vingando assim a morte de Qassem Soleimani ordenada pelo Presidente Donald Trump, mas de onde não resultaram mortes entre os norte-americanos.

Por Lisboa, o avanço de 0,8%, para os 20,25 cêntimos dos títulos do BCP por pouco não foram suficientes para ditar um fecho positivo para o PSI-20.

A REN foi o principal destaque negativo da sessão, com as suas ações a recuarem 1,47%, para os 2,68 euros. Este recuo aconteceu no mesmo dia em que o banco de investimento Goldman Sachs ter cortou em 10% a avaliação da companhia liderada por Rodrigo Costa, recomendando agora a “venda” dos títulos, devido ao ano de “2020 desafiante” que enfrenta.

Referência negativa ainda para as papeleiras. A Navigator foi a mais penalizada: as suas ações perderam 1,04%, para os 3,436 euros. Já as da Altri desvalorizaram 0,6%, para os 5,755 euros.

A Galp também pressionou num dia em que as suas ações caíram 0,35%, para os 15,60 euros, em linha com as cotações do petróleo. A cotação do brent — referência para as importações nacionais — recuava mais de 3% aquando do fecho da sessão lisboeta.

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