Tomás Correia reage às buscas no Montepio: “Não sou arguido em coisa nenhuma”

Ex-presidente da Associação Mutualista Montepio Geral diz desconhecer as buscas que estão a ser realizadas pela PJ no Montepio e no BNI Europa.

Tomás Correia, ex-presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, será o principal alvo das várias diligências para cumprimento mandados de busca e apreensão, em instituições bancárias, na sede social de uma associação, em domicílios e em sedes de empresas que estão a ser levadas a cabo pela PJ. Ao ECO, diz desconhecer o âmbito dessas buscas. E salienta que não é arguido em processo nenhum.

“Não faço a mais pequena ideia do que se tratam” as buscas que estão a ser realizadas. “Não sou arguido em coisa nenhuma”, diz o antigo líder da Mutualista Montepio, dona do Banco Montepio, que já confirmou ter sido um dos visados. Também o BNI Europa confirmou já as buscas, salientando que “não é visado no processo em causa, mas está a colaborar, como é seu dever, com as autoridades”.

As buscas, comunicadas pela Procuradoria-Geral da República, “incidem sobre um conjunto de clientes de instituições financeiras e de entidades suas detentoras, com o propósito de recolha de prova relativamente a operações bancárias realizadas por clientes entre 2011 e 2014, bem como documentação relacionada com estas operações”.

"Não faço a mais pequena ideia do que se tratam [as buscas que estão a ser realizadas]. Não sou arguido em coisa nenhuma.”

Tomás Correia

Ex-presidente da AMMG

A TVI avança que Tomás Correia é visado nesta operação de combate à corrupção que levaram as autoridades ao Banco Montepio. A instituição liderada por Pedro Leitão já confirmou estar a ser alvo de buscas nas suas instalações pela PJ, mas não indica o alvo das mesmas.

As buscas visam também o Banco BNI Europa, o empresário José Guilherme e o filho, Paulo Guilherme. Fonte da PGR diz à Lusa que em causa estão o aumento de capital da Caixa Económica do Montepio (Banco Montepio) em 2013, a constituição do capital social do BNI Europa e a origem do dinheiro usado por um grupo de clientes para a aquisição de unidades de participação do fundo.

Paulo Guilherme terá recorrido a um financiamento obtido através do Finibanco Angola para adquirir unidades de participação do fundo do Banco Montepio, a que presidia Tomás Correia.

No mesmo processo, estão, segundo a TVI, também em causa suspeitas pela forma como José Guilherme se preparava para entrar no capital social do banco BNI Europa, detido por angolanos.

(Notícia atualizada pela última vez às 16h15 com a confirmação de que o BNI Europa também foi alvo de buscas)

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