Função Pública mantém greve mesmo com abertura do Governo para aumentos salariais acima de 0,3%

Mesmo depois de o Governo ter marcado uma reunião com os sindicatos, a greve nacional que estava agendada vai manter-se. "Foi uma abertura tardia", diz STE.

Ainda que o Governo tenha marcado uma nova reunião para discutir um reforço salarial além do aumento de 0,3% já anunciado, os representantes dos trabalhadores do Estado insistem em manter as greves e manifestações já agendadas para 31 de janeiro. Tal foi garantido, esta sexta-feira, ao ECO pelos dirigentes da Frente Comum, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP).

Para Maria Helena Rodrigues, presidente do STE, este anúncio do Governo “foi uma abertura tardia” e o dia marcado (10 de fevereiro) para o encontro é “manifestamente tarde”. Em declarações ao ECO, a representante sindical frisa que esta matéria é “prioritária” e acrescenta: “Queremos saber das remunerações agora”.

Do lado da Frente Comum, Ana Avoila afirma que “o Governo ainda não respondeu aos sindicatos”, “ainda não negociou e tem de negociar”. Ao ECO, a representante sindical diz que o próximo passo é “discutir as propostas dos sindicatos” e, se não for assim, “não faz sentido nenhum”. “Não vamos desconvocar nenhuma forma de protesto”, sublinhou, referindo que as reivindicações ainda não foram atendidas.

No mesmo sentido vem a justificação da FESAP, que diz “não entender” o porquê de este encontro acontecer apenas após a aprovação final do Orçamento do Estado. Esta estrutura sindical esperava ser ouvida antes de dia 6 de fevereiro, data da votação final da proposta orçamental do Governo. “Não desconvocaríamos a greve a menos que entretanto houvesse uma proposta aceitável, o que não há”, reforça José Abraão, presidente do sindicato, ao ECO.

O dirigente da FESAP afirma ainda “não querer aceitar imposições”, mostrando-se disponível para negociar estes aumentos, como sempre afirmou. Uma posição adotada também por Maria Helena Rodrigues, do STE, que diz: “a nossa proposta é 3%, mas não é irredutível”.

José Abraão diz que outra das reivindicações que quer ver atendida neste processo negocial é “a alteração à Tabela Remuneratória Única” para que se corrijam as “injustiças” criadas com o aumento do “salário mínimo” da Administração Pública, em 2019, que resultou num “apagão” dos pontos dos funcionários públicos que estavam abaixo da 4ª posição remuneratória.

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