China não autoriza saída de grupo onde estão portugueses em Wuhan

  • ECO
  • 31 Janeiro 2020

O voo que deveria chegar esta sexta-feira com portugueses com origem em Wuhan foi cancelado, confirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros em declarações à Antena 1.

O grupo de europeus que deveria ter partido ontem de Wuhan, incluindo os portugueses, está retido naquela cidade porque falta autorização da China para a saída. A confirmação foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações à Antena 1, esta sexta-feira. A saída só deverá acontecer no sábado à noite, segundo apurou o Expresso junto de fonte oficial.

O avião que deveria ter partido quinta-feira de Wuhan ainda nem saiu de Paris, tendo sido dada ordem aos portugueses, naquela cidade chinesa, para ficarem em casa.

Esta é uma operação complexa no quadro da concertação europeia e depois há outra coordenação ainda mais complexa, com as autoridades chinesas. Estando a cidade [de Wuhan] de quarentena, estes cidadãos só podem sair com autorização das autoridades de saúde pública e administrativas da China”, começou por esclarecer o ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à Antena 1, citadas pelo Público.

“Essa autorização ainda está em curso e só com essa autorização é que podemos dar a operação como bem-sucedida e respirar de alívio”, acrescentou ainda Augusto Santos Silva.

Na quinta-feira foi dada a indicação que os portugueses retidos em Wuhan seriam retirados esta sexta-feira, plano que agora fica sem efeito. Na ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros deu a indicação que a operação de repatriamento seria muito complexa e que exigia discrição absoluta. A ministra da Saúde disse ainda que o Governo ainda estava a estudar a hipótese de um espaço de confinamento para acolher esses cidadãos portugueses.

A notícia do cancelamento do voo acontece anda no dia em que as autoridades chineses revelam que o número de mortos por causa do novo coronavírus de Wuhan subiu para 213 e o de pessoas infetadas para 9.692. O anterior balanço apontava para 7.736 pessoas infetadas e 170 mortos.

(Notícia atualizada às 10h57 com mais informação)

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