25 empresas portuguesas chumbam no combate às alterações climáticas. Seis recebem Muito Bom

A organização não-governamental CDP distinguiu apenas seis empresas portuguesas com o segundo nível mais elevado desempenho (A-) no combate às alterações climáticas. 25 recebem a nota mais baixa F.

A organização não-governamental CDP (antiga Carbon Disclosure Project) distinguiu seis empresas portuguesas com o segundo nível mais elevado desempenho (A-) no combate às alterações climáticas: Caixa Geral de Depósitos, EDP, Jerónimo Martins, The Navigator Company, Sonae e CTT – Correios de Portugal. Com a terceira melhor nota (B) foram três as empresas destacadas no ranking: Banco Comercial Português, Galp Energia e Toyota Caetano. Já com a nota máxima A atribuída pela CDP, nenhuma empresa nacional se qualificou.

No extremo oposto, e com a nota mínima de F, estão mais de metade (25) das 41 empresas portuguesas mencionadas no estudo, entre elas, Cimpor, Mota-Engil, Altice, Teixeira Duarte, Impresa, Cofina, Media Capital, Martifer, Vista Alegre Atlantis, Luz Saúde, Nos, Futebol Clube do Porto, Sport Lisboa e Benfica, Sporting Clube de Portugal, entre muitas outras. A Inapa foi classificada com um D e a REN com um C.

De acordo com a CDP, a nota F é atribuída quando uma empresa falha em submeter informação suficiente para ser avaliada pela organização não-governamental e entrar para a Climate A List, criada em 2011. Em 2015 e 2016 a CDP acrescentou à avaliação as categorias de Água e Florestas, respetivamente.

Na edição deste ano mais de 8400 empresas de todo o mundo enviaram informação (o que representa um aumento de 20% face ao ano anterior) mas apenas 179 foram englobadas no ranking da ONG, sendo que apenas oito conseguiram nota máxima na categoria Florestas e 71 na categoria Água. Já com um tripo A — ou seja, nota máxima a tudo — apenas se distinguiram duas empresas: a finlandesa UPM-Kymmene Corporation e a norte-americana HP.

Considerada como a ONG de referência para investidores em matéria de alterações climáticas e gestão de impactes ambientais, a CDP elege anualmente o grupo restrito de empresas e instituições com as melhores práticas nestas áreas, atribuindo notas entre A e D- às empresas que revelam os seus esforços na luta pelo clima. Nesta classificação anual são avaliadas mais de oito mil empresas, que representam mais de 50% da capitalização bolsista a nível mundial, sendo a informação disponibilizada a investidores financeiros.

No caso da elétrica EDP, frisa a empresa em comunicado, “trata-se do quinto ano consecutivo em que a empresa figura entre as empresas a nível mundial com cas melhores práticas na gestão de riscos e oportunidades nas áreas do clima”. Entre as elétricas europeias, com esta avaliação a EDP surge em 38º lugar, abaixo da EDP Renováveis (21ª posição).

Na categoria, Water Security – que avalia as empresas que mais reduziram os riscos e melhor aproveitaram as oportunidades de gestão do recurso água – a EDP atingiu a pontuação máxima A pela primeira vez, melhorando o nível de desempenho face ao ano anterior.

“Estes resultados refletem a aposta que a EDP iniciou há mais de uma década em boas práticas e projetos sustentáveis e que a colocam hoje na linha da frente da transição energética. Um processo que levou o grupo a comprometer-se com metas decisivas para o combate às alterações climáticas e que passam, até 2022, por garantir que 78% da capacidade energética instalada tem origem em fontes renováveis, que as emissões específicas de CO2 serão reduzidas em 65% (face a 2005), que 30% da frota de veículos ligeiros é elétrica e que serão reforçados os produtos e serviços de eficiência energética para os clientes, entre outras medidas”, reforçou a EDP no mesmo comunicado.

Por seu lado, também o Grupo Jerónimo Martins frisou que no programa Florestas obteve uma cotação A- em todas as matérias-primas analisadas (óleo de palma, soja, gado bovino e madeira), sendo que nesta categoria é a única empresa portuguesa a responder à CDP.

(Notícias atualizada às 11h30 de 4 de fevereiro com mais informação)

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