Tomás Correia diz que foi fazer “uma grande viagem” e acusa Banco de Portugal de “perseguição”

  • ECO
  • 4 Fevereiro 2020

Tomás Correia justifica a não recepção da notificação do BdP por estar a fazer "uma grande viagem", mas considera "lamentável" que o regulador tenha publicado a notificação num edital na imprensa.

Tomás Correia, antigo presidente da Caixa Económica Montepio Geral, considera “absolutamente lamentável” que o Banco de Portugal (BdP) tenha publicado uma notificação de acusação num anúncio na imprensa e acusa o regulador de “perseguição”.

Em declarações por telefone ao Observador (acesso condicionado), Tomás Correia diz que o BdP teve oportunidade de o notificar e de o ouvir, até “pelo menos 15 de dezembro”, dia em que abandonou a liderança da associação Mutualista Montepio.

Depois de abandonar o cargo, Tomás Correia iniciou “um período de ausência” para fazer “uma grande viagem”, nomeadamente a França e aos Estados Unidos, motivo pelo qual justifica não ter recebido a notificação. Ainda assim, o antigo presidente da mutualista confirma que foi contactado pela polícia para o informar que tinha em sua posse uma carta do BdP.

Nesse sentido, Tomás Correia considera “lamentável” que o supervisor tenha publicado um edital na imprensa com a notificação, acrescentando está a ser vítima de “perseguição”, mas que “vindo do Banco de Portugal já nada me espanta”, aponta ao jornal. Confrontado com as irregularidades de que é acusado, afirma que não tem qualquer conhecimento da situação.

Em causa está uma nova acusação num processo de contraordenação por irregularidades a nível contabilístico no registo de operações financeiras, produtos derivados e por falhas no controlo interno. São seis infrações, sendo que lhe são imputadas coimas entre mil euros e cinco milhões de euros.

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