Costa elogia Merkel na despedida, mas quer países ricos a contribuir mais

  • ECO
  • 13 Fevereiro 2020

António Costa considera que a influência de Merkel continua a ser vital para o futuro da Europa. Designadamente, para desbloquear um acordo relativamente ao orçamento de 1,1 biliões de euros da UE.

Angela Merkel anunciou que deixará a vida política em setembro de 2021, altura em que termina a atual legislatura. Apesar de não ser um aliado natural da atual chanceler alemã, o primeiro-ministro António Costa, deixa claro que a influência de Merkel continua a ser vital para o futuro da Europa.

“Para a Europa, Angela Merkel é muito importante”, assumiu António Costa em entrevista à Bloomberg, dando assim eco a vozes como do ex primeiro-ministro grego Alexis Tsipras e o presidente norte-americano, Donald Trump.

“É importante para todos nós beneficiar da sua experiência muito especial, porque ninguém está no papel há tanto tempo”, acrescentou o primeiro-ministro português. Recordar que Angela Merkel está já no seu quarto mandato como chanceler da Alemanha, sendo o líder europeu com mais tempo de serviço.

Nesta entrevista à Bloomberg, António Costa destaca que a capacidade de Merkel em construir pontes e levar a negociações complicadas a bom porto pode ser chave para desbloquear um acordo relativamente ao orçamento de 1,1 biliões de euros da união Europeia, sendo que Portugal faz parte do conjunto de países que luta por evitar cortes no financiamento que lhes é destinado.

Com a recente saída da União Europeia do Reino Unido, a contribuição líquida, aprofundou a brecha entre os Estados mais ricos e os mais pobres, que veem o orçamento comum como um elemento chave para os ajudar a alcançar os países mais ricos. Portugal está entre os países do sul e do leste da Europa que desejam que os países mais ricos contribuam mais para compensar a saída do Reino Unido.

Os líderes europeus, entre os quais Merkel e Costa, reúnem-se em Bruxelas no final da próxima semana para tentar fechar um acordo com vista a um plano orçamental a longo prazo.

“Precisamos de um compromisso o mais rápido possível”, disse o primeiro-ministro português à agência de notícias. E a este propósito acrescentou: “a principal questão é saber se a Europa quer ter um orçamento alinhado com as suas ambições ou um orçamento que não consiga alcançar o que assumimos como ambições europeias. Não podemos prometer demais nem entregar de menos”.

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