Emissões de dívida soberana vão chegar a cerca de 7,5 biliões de euros em 2020, diz S&P

  • Lusa
  • 20 Fevereiro 2020

As "condições favoráveis ao crédito e ao financiamento também estão a fomentar maiores pedidos de empréstimo", prevê a agência de notação nova-iorquina.

As emissões de dívida soberana a nível mundial deverão chegar aos 8,1 biliões de dólares em 2020 (cerca de 7,5 biliões de euros), de acordo com a agência de rating Standard and Poor’s (S&P).

Segundo um relatório divulgado esta quinta-feira pela agência de notação financeira, “os soberanos [Estados] pedirão emprestados um equivalente de 8,1 biliões de dólares [cerca de 7,5 biliões de euros] a longo prazo de fontes comerciais em 2020, uma soma 20% maior que há cinco anos”.

“O aumento reflete as maiores necessidades de financiamento dos maiores emitentes soberanos, à medida que a sua postura orçamental se solta em 2020 no meio das frágeis perspetivas económicas e depois de decisões orçamentais pró-cíclicas”, de acordo com a analista da S&P Karen Vartapetov.

A responsável da agência de notação financeira afirmou que as “condições favoráveis ao crédito e ao financiamento também estão a fomentar maiores pedidos de empréstimo, à medida que a postura monetária da maioria dos bancos centrais permanece altamente acomodatícia, uma tendência que não é provável que mude nos próximos anos”.

A agência de rating nova-iorquina afirma no relatório que cerca de 70% dos empréstimos brutos dos soberanos (5,8 biliões de dólares, cerca de 5,3 biliões de euros) serão para refinanciar dívida de longo prazo em maturação.

Em termos líquidos, a S&P estima que os empréstimos cheguem aos 2,3 biliões de dólares (cerca de 2,1 biliões de euros), o que corresponde a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) dos soberanos avaliados pela agência.

A Standard and Poor’s projeta ainda que o stock da dívida comercial dos soberanos aumentará 5% em termos homólogos face a 2019, alcançando um equivalente de 53 biliões de dólares (cerca de 49 biliões de euros) no final do ano, o que corresponderá a um aumento de ‘stock’ da dívida em 20% entre 2015 e 2020.

Os Estados Unidos e o Japão serão os Estados a pedir maior financiamento a nível mundial, alcançando quase 60% do financiamento em 2020, segundo a agência de rating.

A S&P refere também que a maior quota de dívida emitida em moeda local e a taxa fixa está localizada nas regiões EMEA (Europa, Médio Oriente e África) e APAC (Ásia – Pacífico).

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