Injeção única no Novo Banco? “Há recetividade no abstrato”, diz Fundo de Resolução

Máximo dos Santos, que preside ao Fundo de Resolução, confirmou que há uma possibilidade de haver uma injeção única e antecipada de capital no Novo Banco.

Luís Máximo dos Santos adiantou esta quarta-feira no Parlamento que há “recetividade no abstrato” em relação a uma eventual injeção única e antecipada de capital no Novo Banco, deixando de haver mais injeções. Para o Fundo de Resolução, esta possibilidade poderia “reduzir a incerteza com um valor que fosse significativamente abaixo do limite máximo” que o banco pode pedir.

“É perfeitamente normal que todos os participantes neste processo, que gera desgaste, pensem em soluções que melhor acautelem o interesse público”, começou por dizer o presidente do Fundo de Resolução.

“Partindo do princípio que antecipação do dinheiro diminuiria a incerteza que é sempre nociva neste setor, e aumentaria a previsibilidade, isso levou a que houvesse uma recetividade em abstrato tanto do Fundo de Resolução, Novo Banco, Lone Star e Governo, com quem houve reuniões. Mas, sublinho, foi uma recetividade em abstrato”, disse Máximo dos Santos aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças.

“O limite ficaria razoavelmente abaixo” dos 3,9 mil milhões de euros previstos no mecanismo de capital contingente, referiu ainda o vice-governador do Banco de Portugal.

“Neste momento não há nada mais do que isso. Não há propostas, não há negociações. O que há é documentos de trabalho e o Fundo de Resolução produziu um deles. São meramente exploratórios, que não se podem considerar inseridos num processo negocial”, explicou Máximo dos Santos.

Mais tarde, Máximo dos Santos referiu que as notícias sobre este assunto “foram manifestamente exageradas” tendo em conta o que se passava na realidade. “Não sei se se chegará a uma fase de negociações”, disse ainda.

Perante as questões dos deputados, o vice-governador defendeu por mais do que uma vez as vantagens de haver uma única injeção final no Novo Banco. “Não vejo como esta matéria possa ser objeto de reparos. É um pouco o nosso dever pensar, tendo em conta as circunstâncias, outras soluções que possam ser adotadas”, disse.

“A motivação do Fundo de Resolução é poder reduzir a incerteza com um valor que fosse significativamente abaixo do limite máximo. E que fosse coerente com os dados económicos que foram reportados”, rematou Máximo dos Santos relativamente a esta tema.

(Notícia atualizada às 11h48)

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Injeção única no Novo Banco? “Há recetividade no abstrato”, diz Fundo de Resolução

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião