Ramalho diz que 2019 foi “marco importante” para o Novo Banco

Presidente do Novo Banco diz que contas de 2019 assumem uma "relevância especial" dado que terminou o período em que o banco tinha de cumprir várias exigências de Bruxelas em termos de viabilidade.

António Ramalho, que esta sexta-feira apresenta das contas anuais do Novo Banco, considera que 2019 representou “um marco importante” na reestruturação da instituição.

Numa carta dirigida ao presidente da comissão de Orçamento e Finanças, Filipe Neto Brandão, o presidente do banco adiantou que a divulgação dos resultados do ano passado assumem uma “relevância especial”, dado ter terminado “o período em que o Novo Banco tinha de cumprir um conjunto alargado de compromissos que constam do acordo assinado entre o Estado português e a União Europeia, por altura da sua operação de venda”.

É nesse sentido que Ramalho assume que “o presente exercício representa um marco importante no processo de reestruturação encetado em 2017”, quando o banco foi vendido aos americanos do Lone Star. Em causa estão compromissos de viabilidade que o banco tinha de cumprir até final do ano passado e que garantem a prossecução do ajustamento sem fechos de balcões ou despedimentos adicionais.

António Ramalho voltou a mostrar-se disponível para explicar as contas do Novo Banco aos deputados. “Venho renovar (…) a minha total disponibilidade para dar conta da evolução do processo de reestruturação do Novo Banco atualizado a 2019”, disse, dirigindo-se a Filipe Neto Brandão.

O Novo Banco voltou a ter prejuízos significativos em 2019, o que obrigará a acionar novamente o mecanismo de capital contingente, acordado entre Governo e a União Europeia há três anos. Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, que detém 25% do Novo Banco, revelou esta quarta-feira que a instituição financeira vai pedir 1.037 milhões de euros.

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