Bolsas acentuam quedas. Lisboa afunda com BCP a cair mais de 5%

Investidores estão assustados com o alastrar do coronavírus. Fuga às ações leva bolsas europeias a afundarem quase 3%. Lisboa segue a tendência com uma queda de quase 4%.

Bolsas europeias continuam a afundar. Mercados do Velho Continente registam quedas de 3% e 4%, com os investidores assustados pelo alastrar do coronavírus. Lisboa segue as fortes quedas das restantes praças, recuando quase 3%, com 17 das 18 cotadas em forte queda. Destaque para as empresas do setor da energia, mas também para o BCP que já cai mais de 5%.

Depois de fortes desvalorizações em Wall Street, a pressão vendedora continuou nos mercados asiáticos, levando a bolsa japonesa a registar uma queda de 3,67%. E o sentimento negativo continua a contagiar as bolsas, desta vez na Europa, com o Stoxx 600 a perder 4,16%. Os índices de Espanha, França e Alemanha seguem com perdas de 4% a 4,9%.

Bolsa de Lisboa afunda

Em Lisboa, os receios dos investidores quanto aos impactos que o alastrar da epidemia poderá ter tanto nas empresas como na economia em geral, está a ditar uma queda de 3,89% do PSI-20, que recua para 4.759,82 pontos. Nenhuma das cotadas escapa a esta nova razia que até à última sessão tinha já eliminado mais de cinco mil milhões de euros ao valor das cotadas nacionais.

O setor energético é o mais castigado na bolsa nacional. EDP e EDP Renováveis registam quedas de 4,43% e 3,85%, respetivamente, enquanto a Galp Energia está a perder 4,49% para 12,44 euros depois de ter afundado mais de 5% na sessão anterior. A petrolífera segue a tendência negativa dos preços do petróleo que afundam mais 3% nos mercados internacionais.

O BCP que está a cair 5,57% para os 16,30 cêntimos por ação, renovando mínimos. Também a tocar mínimos, neste caso de 2013, está a Nos que cede 2,63% para cotar nos 3,626 euros, enquanto a Jerónimo Martins, que proibiu os seus colaboradores de viajarem para a Ásia, está a recuar 3,57%.

(Notícia atualizada pela última vez às 9h34 com mais informação)

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