Comissão Europeia eleva nível de risco do coronavírus para “elevado”. Fronteiras continuam abertas

Depois de ter elevado o nível de risco do coronavírus de "moderado" para "elevado", a comissária europeia dos Transportes vem afirmar que é importante "manter a mobilidade dos cidadãos" na UE.

Os números de infetados com o coronavírus continua a aumentar, e Portugal já entrou para a lista dos países com casos confirmados. À medida que a situação se vai desenvolvendo, a Comissão Europeia já elevou o nível de risco de “moderado” para “elevado” e criou uma task-force para lidar com a situação. Ainda assim, a comissária europeia dos Transportes diz ser “crucial manter a mobilidade dos cidadãos, tanto quanto possível”.

A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira o lançamento de uma “equipa de resposta” ao novo coronavírus. Desta farão parte a própria presidente, Ursula Von der Leyen, e cinco comissários europeus — da Gestão de Crises, Janez Lenarcic, da Saúde, Stella Kyriakides, dos Assuntos Internos, Ylva Johansson, dos Transportes, Adina Valean, e da Economia, Paolo Gentiloni.

Este anúncio foi feito no mesmo dia em que o risco de infeção foi alterado. “Por outras palavras, o vírus continua a propagar-se”, disse Úrsula Von der Leyen em conferência de imprensa, acrescentando que “o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) está a publicar a atualização da sua avaliação de risco rápida, na qual aumenta o risco de infeção na UE de ‘baixo a moderado’ para ‘moderado a elevado'”.

Os diferentes Estados-membros enfrentam diferentes desafios relativamente ao surto de Covid-19. Itália está a enfrentar uma situação que não é a mesma de outros Estados-membros. No entanto, esta é, para todos, uma situação em constante desenvolvimento, que muda rapidamente, e precisamos de estar todos prontos para novos desenvolvimentos”, disse a comissária Kyriakides.

A presidente da Comissão Europeia apontou que se trata de “uma situação muito complexa que exige, por um lado, uma ação muito célere, e, por outro lado, uma forte coordenação entre todos os diferentes setores”, o que justifica também o lançamento desta “equipa de resposta” transversal, que se focará em três pilares: o campo médico, a mobilidade e a economia.

“É crucial manter a mobilidade dos cidadãos, tanto quanto possível”

“Desde o início que está tudo a correr como se esperava com todos os serviços de transportes da União Europeia (UE)”, começou por dizer Adina Valean, comissária europeia dos Transportes, em conferência de imprensa esta segunda-feira. “Os viajantes devem saber que, a nível europeu, temos um conjunto muito robusto de regras para passageiros”.

A comissária anunciou ainda que Bruxelas vai criar um portal online para que “as pessoas interessadas possam ver num único lugar todas as informações atualizadas”. “Os passageiros terão informação exaustiva sobre a propagação do coronavírus e teremos uma visão conjunta e clara de todas as opções disponíveis e mesmo sobre o recebimento dos montantes há pagos pelas viagens”, explicou.

“A minha palavra final é que é crucial manter a mobilidade dos cidadãos, tanto quanto possível”, afirmou, apelando aos serviços de transporte para oferecerem “serviços regulares” aos passageiros. “Estamos sempre em contacto com os nossos parceiros para quantificarmos o impacto financeiro a nível do setor dos transportes”, continuou.

Já do lado económico e financeiro, o comissário europeu da Economia referiu que “a duração deste surto e das medidas de contenção representam um risco acrescido”. Na mesma conferência de imprensa, Paolo Gentiloni acrescentou que “é claro para todos que o impacto a curto prazo, e rapidamente na economia chinesa, vai ser significativo”.

O comissário terminou o discurso afirmando que “o facto de ser ainda muito cedo para medir o impacto destes efeitos colaterais, não significa que não os possamos minimizar”.

De acordo com a comissária europeia da Saúde, o mais recente balanço para a UE dá conta de 2.100 casos confirmados em 18 Estados-membros e 38 vítimas mortais (35 das quais em Itália). Estes dados não incluem ainda os dois primeiros casos positivos em Portugal (um confirmado e outro que aguarda uma contraprova), anunciados esta segunda-feira pela ministra da Saúde.

(Notícia atualizada às 12h10 com mais informação)

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