“Seria estranho se não houvesse nenhum caso em Portugal”, diz Marcelo

Foram detetados os primeiros dois casos de coronavírus em território nacional. Marcelo Rebelo de Sousa diz que "seria estranho se não houvesse nenhum caso em Portugal". Apela ao bom senso.

O Presidente da República já reagiu aos primeiros dois casos de coronavírus em território nacional. Marcelo Rebelo de Sousa quis evitar alarmismos, apelando ao “bom senso” e garantindo que “o Governo está preparado para tomar as medidas necessárias”.

“Isto é a chamada notícia esperada há muito tempo. Com tantos países, nomeadamente da Europa, a terem casos positivos seria de estranhar que não houvesse nenhum caso positivo em Portugal”, disse o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP 3.

O Presidente da República sublinha ainda que os dois casos detetados em Portugal, “têm origem fora do território português”, o que na ótica do Chefe de Estado “é fácil de detetar e uma vantagem”.

Marcelo Rebelo de Sousa ressalva ainda que “até agora” não há nenhum caso “com origem em Portugal”, salvaguardando que o processo de identificação e de validação de novos casos está a ser acompanhado “com muita atenção”.

O Chefe de Estado apela ainda ao “bom senso” referindo que “não se deve entrar em alarmismos” e que as medidas que estão a ser tomadas são “necessárias e proporcionais”. “Se for preciso tomar mais medidas, o Governo está preparado para as tomar, se não for preciso não as toma“, assinala.

O novo coronavírus chegou esta segunda-feira a Portugal. Trata-se de um médico de 60 anos que esteve de férias no norte de Itália e um outro homem de 33 anos que esteve em Valência, Espanha. Ambos os pacientes estão internados em hospitais no Porto. Em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde garantiu que os dois pacientes estão estáveis e anunciou ainda que será aplicada “rastreabilidade de contactos” para os passageiros que vierem de Itália.

Os primeiros casos em Portugal representam uma escalada nas preocupações em torno desta epidemia, numa altura em que há mais de 87 mil pessoas infetadas em todo o mundo. Apesar da maioria dos casos regista-se na China, o número diário de novos casos é já superior fora do território chinês.

(Notícia atualizada às 11h59)

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