Reclamações sobre serviços postais sobem 18% em 2019 para 28 mil

  • Lusa
  • 2 Março 2020

Utilizadores dos serviços de comunicações apresentaram 28 mil reclamações sobre os serviços postais o ano passado, mais 18% que em 2018. CTT foram o prestador mais reclamado, seguido da DPD.

Os utilizadores dos serviços de comunicações apresentaram 28 mil reclamações sobre os serviços postais em 2019, mais 18% do que no ano anterior, e as reclamações sobre comunicações eletrónicas diminuíram 1% para 71,8 mil, divulgou hoje a Anacom.

No total, os utilizadores de serviços de comunicações apresentaram cerca de 100,6 mil reclamações no ano passado, representando uma subida de 4% face a 2018, devendo-se este crescimento “ao aumento do volume de reclamações sobre os serviços postais”, esclareceu, em comunicado, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Segundo o regulador, os CTT foram o prestador mais reclamado, sendo alvo de 83% do total das 28 mil reclamações relativas ao setor postal em 2019 e tendo aumentado em 12% as reclamações comparativamente a 2018, para 23 mil.

Seguiu-se a DPD, com 11% das reclamações totais, representando um aumento de 55% face ao período homólogo.

“Os restantes operadores representam 4% das reclamações e, tal como a DPD, têm visto aumentar o seu peso nas reclamações totais do setor, alertou a Anacom.

Numa análise por motivo da reclamação, o atraso na entrega foi o que registou uma maior percentagem de queixas e também o que mais aumentou em proporção no setor postal (passou de 28% para 32% do total de reclamações).

Seguiram-se a entrega de objetos postais no domicilio (27%), designadamente a falta de tentativa de entrega, o atendimento ao cliente (23%), o tratamento de reclamações (18%) e o extravio de objetos postais (12%).

Já as reclamações relativas ao atendimento ao cliente desceram, no período em análise, para 23% do total, menos três pontos do que em 2018, bem como as reclamações sobre desalfandegamento de objetos pessoais, que passaram de 7% para 4%.

Quanto às reclamações sobre serviços de comunicações eletrónicas, a Meo foi, segundo o regulador, o operador com mais reclamações (36%), seguindo-se a NOS (32%), a Vodafone (28%) e, por último, a Nowo/Oni (4%).

A Anacom acrescentou que apenas a Meo registou uma diminuição do volume de reclamações (21% para 26 mil), tendo as reclamações sobre a Vodafone aumentado 34% para 19,9 mil, seguida da Nowo/Oni, com mais 18% situando-se nas 2,7 mil, e a NOS, com uma subida de 4% para 23 mil reclamações.

Os temas mais reclamados neste setor foram, adianta a Anacom, a faturação (29%) e a contratação de serviços (25%).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Reclamações sobre serviços postais sobem 18% em 2019 para 28 mil

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião