Líderes do G7 prontos a lançar estímulos orçamentais para reduzir o impacto económico do coronavírus

  • Lusa e ECO
  • 3 Março 2020

Os ministros das Finanças e os banqueiros centrais do G7 disseram que "seguem cuidadosamente a epidemia de coronavírus de 2019 e suas consequências nos mercados e condições económicas".

Os países do G7 estão prontos para “utilizar todos os instrumentos apropriados” para reduzir o impacto económico da epidemia do coronavírus e, em particular a adotar políticas “orçamentais”, foi anunciado esta terça-feira, após uma reunião na qual os líderes das maiores economias do mundo estiveram a debater medidas de resposta ao surto.

“Os ministros das Finanças do G7 estão prontos para agir, incluindo adotar medidas orçamentais se for apropriado para (…) apoiar a economia”, refere o comunicado publicado esta terça-feira na sequência de uma conferência telefónica dos ministros das Finanças e dos bancos centrais do G7. Os banqueiros centrais também prometem “continuar a cumprir os seus mandatos”, ou seja, “apoiar a estabilidade de preços e o crescimento económico, mantendo a resiliência do sistema financeiro”.

Os ministros das Finanças e os banqueiros centrais do G7 disseram que “seguem cuidadosamente a epidemia de coronavírus de 2019 (Covid-19) e suas consequências nos mercados e condições económicas”. Também referem que estão “prontos para cooperar novamente em medidas oportunas e eficazes”.

“Dadas as possíveis consequências do Covid-19 no crescimento global, reafirmamos o nosso compromisso de utilizar todas as ferramentas políticas apropriadas”, acrescentaram. Os Estados Unidos presidem este ano ao grupo dos sete países mais ricos do planeta, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A epidemia do novo coronavírus, que provoca a doença designada por Covid-19 e que teve origem na China, já infetou 90.663 em todos os continentes, das quais morreram 3.124, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Tal como os países do G7, também Mário Centeno, no seu papel de presidente do Eurogrupo, está a promover uma iniciativa semelhante. O responsável anunciou na sexta-feira que convocou uma teleconferência com os ministros das Finanças de todos os Estados-membros, esta quarta-feira, e não apenas os da área do euro, para avaliar os impactos da epidemia e concertar respostas.

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