Centeno convoca ministros das Finanças da UE para discutir impacto do coronavírus

O presidente do Eurogrupo decidiu organizar uma conference call a 4 de março com os ministros das Finanças da União Europeia para coordenar uma resposta comunitária à epidemia do covid-19.

Para coordenar as respostas nacionais perante os desenvolvimentos do coronavírus, que já matou 2.858 pessoas, e infetou mais de 83 mil, Mário Centeno, enquanto presidente do Eurogrupo, decidiu organizar uma conference call a 4 de março com os ministros das Finanças da União Europeia.

A reunião vai contar com a presença dos ministros das Finanças não só da área do euro, mas também de Estados-membros que não adotaram a moeda única. O objetivo é não só fazer um ponto de situação dos desenvolvimentos recentes, mas também coordenar as respostas nacionais perante a epidemia do covid-19 que, só em Itália, já matou 21 pessoas, explicou Mário Centeno numa mensagem publicada nas redes sociais.

Em entrevista à Reuters, Centeno reconheceu que o coronavírus é um risco negativo para a economia, mas frisou que se trata de um “choque temporário” para a economia da zona euro. “Estamos prontos para agir se se tornar um evento menos temporário”, disse Centeno, explicando que está em contacto com os pares, avaliando a situação em permanência, uma avaliação que levou o presidente do Eurogrupo a convocar esta conference call.

Para já a principal preocupação a médio prazo é Itália, que já pediu a Bruxelas para que as regras do Pacto de Estabilidade sejam flexibilizadas para permitir que o Estado possa aumentar a despesa pública para fazer face ao combate do vírus. Esta era uma abertura que a Comissão já tinha demonstrado não para a Roma, mas para todos os Estados que viessem a necessitar.

Os impactos do covid-19 têm-se multiplicado não só ao nível dos mercados que vivem a pior semana desde outubro de 2008, mas também das empresas e da economia que não tardará em refletir o abrandamento de alguns setores, como é o caso do turismo. Sobre a mesa estão em análise “medidas setoriais”, por exemplo, se o setor do turismo for afetado nas férias da Páscoa, para além da inexistência das deslocações de chineses para a Europa nos últimos dois meses. Para já, alguns hotéis já denunciam cancelamentos, mas as companhias aéreas são as mais afetadas.

(Notícia atualizada)

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