BCE pede aos bancos para estarem preparados face a ameaça de propagação do Covid-19

  • Lusa
  • 5 Março 2020

Numa carta enviada às instituições bancárias, o BCE pede que tenham em conta nos seus planos de contingência o risco potencial de uma pandemia e que identifiquem um responsável por instituição.

O Banco Central Europeu (BCE) pediu aos bancos que supervisiona para que estejam preparados para garantirem a sua operacionalidade face à ameaça de propagação do novo coronavírus. Numa carta enviada às instituições bancárias, o BCE pede que tenham em conta nos seus planos de contingência o risco potencial de uma pandemia e que identifiquem um responsável por cada instituição financeira.

O presidente do Conselho de Supervisão do BCE, Andrea Enria, explicou que a instituição com sede em Frankfurt está a seguir de perto os desenvolvimentos relacionados com o Covid-19 e os possíveis riscos para o setor. O BCE espera que os bancos revejam os planos de contingência comercial e avaliem que ações podem tomar para minimizar possíveis impactos decorrentes da propagação do vírus.

Os preparativos para a segurança dos empregados e a continuidade do negócio deverá ter em conta os principais riscos associados a uma potencial pandemia, explica. Os bancos, adverte, podem ter de fazer frente ao desafio de manter a sua operacionalidade nas áreas afetadas se os trabalhadores não puderem efetuar as tarefas habituais, por estarem doentes ou terem de cuidar dos seus familiares.

O supervisor recomenda que as instituições estabeleçam medidas adequadas de controlo de infeções no local de trabalho e pede que, de acordo com os planos de contingência de cada banco, avaliem as medidas e a sua rapidez em implementá-las e por quanto tempo.

O BCE também sugere às instituições financeiras que avaliem poder ter espaços alternativos de backup para o risco de haver uma pandemia e testarem com urgência se podem operar remotamente e em larga escala para que garantam a continuidade dos negócios.

A lista de recomendações do supervisor inclui a avaliação proativa e o teste das capacidades tecnológicas de cada banco, à luz de um possível aumento de ataques cibernéticos no setor e de uma maior dependência potencial dos serviços bancários remotos. E, finalmente, alerta as instituições para que deem o nome de uma pessoa-chave responsável pela continuidade dos negócios num contexto de uma pandemia.

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