Itália anuncia programa de 7.500 milhões. Défice agrava-se para 2,5%

  • Lusa
  • 5 Março 2020

Programa para enfrentar o vírus representa um agravamento do défice em 0,3% face ao 2,2% inicialmente previsto para este ano.

O governo italiano anunciou um programa de 7,5 mil milhões de euros para combater a epidemia de Covid-19 e o seu impacto na economia, o que representa um aumento de 0,3% no défice de 2020.

O montante vai servir em primeiro lugar para “aumentar os recursos destinados aos serviços de saúde, à proteção civil, às forças da ordem”, explicou o ministro da Economia e Finanças italiano, Roberto Gualtieri, em conferência de imprensa.

O programa também se destina a apoiar “os rendimentos da famílias e a aplicar medidas de apoio social” bem como “medidas de apoio às empresas e aos setores que sofrem o impacto das medidas de contenção da epidemia e seus efeitos diretos e indiretos”, acrescentou.

Gualtieri também anunciou “uma medida destinada a apoiar uma moratória nos créditos às empresas por parte do sistema bancário”.

“A diferença (em relação ao orçamento de 2020) será de 7,5 mil milhões de euros, em termos de saldo líquido, ou 6,35 mil milhões em termos de dívida”, precisou. Isto representa um aumento de 0,3% em relação ao défice de 2,2% inicialmente previsto para este ano.

O governo italiano já enviou uma carta à Comissão Europeia a avisar desta mudança, prometendo, no entanto, assegurar um bom desempenho das finanças públicas italianas.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, disse que há um diálogo “constante” com a Comissão Europeia, que compreende a situação que a Itália enfrenta. “Não haverá tensão com a UE”, salientou.

A epidemia do novo coronavírus, designado Covid-19, surgiu em dezembro na China, o país que regista mais casos de infeção (80.492) e mais mortes (2.984), segundo os últimos números divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Itália é o segundo país, a seguir à China, com mais casos mortais, 148, e o terceiro, depois da China e da Coreia do Sul, com mais pessoas infetadas, 3.858, de acordo com números oficiais.

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