Novo caso de coronavírus confirmado em Portugal. Há nove infetados

  • ECO
  • 5 Março 2020

A diretora-geral de Saúde confirmou que há um novo caso de coronavírus em Portugal, em declarações à SIC Notícias. São já nove casos em Lisboa e no Porto.

A diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, confirmou que há um novo caso de coronavírus em Portugal, em declarações à SIC Notícias. Sabe-se que o paciente é um homem de 42 anos, que terá estado em Itália e que está atualmente internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Assim, sobe para nove o total de infetados com o novo Covid-19 no país.

“Portugal está felizmente, à data, numa fase de casos importados predominantemente e casos com transmissão secundária, muito poucos. Estamos fase de zona de contenção e da fase inicial de uma possível epidemia”, disse Graça Freitas, em entrevista à SIC Notícias. “A maior parte dos casos foi importado daquilo a que chamamos de uma zona com transmissão ativa do vírus.

“Temos três casos que têm ligação entre si, o que quer dizer que a partir de um houve uma cadeia de transmissão secundária. Isto não faz elevar o grau de risco ou de contenção. Seria muito diferente se, a partir desta secundária, houvesse uma transmissão para uma terceira ou quarta pessoa“, explicou a diretora-geral de Saúde.

O novo coronavírus “chegou” a Portugal na segunda-feira, depois de já vários casos suspeitos terem dado negativo. Os últimos dados da Direção Geral de Saúde indicavam que havia, esta manhã, 81 pessoas sob vigilância e 117 casos suspeitos.

Os dois primeiros casos no país são um médico de 60 anos que esteve de férias no norte de Itália e um outro homem de 33 anos que esteve em Valência, Espanha. Na terça-feira soube-se que um é um terceiro homem (de 60 anos e internado no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto) e outro de 37 anos (internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa) também estavam infetados.

Na quarta-feira foram identificados dois novos casos: um homem de 44 anos, no Porto, que tinham estado em Itália e uma mulher entre os 40 e os 49 anos, residente em Lisboa. Com os novos casos identificados esta quinta-feira existem agora seis casos no Porto e três em Lisboa.

Quanto à possibilidade de novos casos, Graça Freitas diz que “ainda não se pode prever que vá haver uma disseminação porque o vírus não está na comunidade”. E clarificou: “Ainda exige que tenha passado de uma pessoa para outra e ainda identificamos a pessoa que deu origem ao segundo caso. Só dizemos que há transmissão na comunidade quando tivermos pessoas que não fazemos ideia como é que contraíram a doença, como acontece na gripe”.

Portugal para já não vai decretar estado de alerta, sendo a prioridade conter o vírus e pôr em prático os vários planos de contingência. O Governo também já anunciou uma linha de apoio financeiro às empresas que possam estar a ser afetadas. A diretora-geral de Saúde considera que o plano de reação “está a funcionar” e lembrou que esta é “uma situação extraordinária”.

A nível global, a epidemia do novo coronavírus, que provoca a doença designada por Covid-19, e que teve origem na província de Hubei, na China, já infetou mais de 95.000 pessoas, das quais 3.254 morreram e e mais de 51.000 curaram-se, segundo o último balanço do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

(Notícia atualizada às 15h30)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Novo caso de coronavírus confirmado em Portugal. Há nove infetados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião