Procura por petróleo vai registar primeira quebra desde 2009

A Agência Internacional de Energia cortou as previsões para a procura por petróleo. Antecipa que o coronavírus leve à primeira quebra desde 2009.

A Agência Internacional de Energia (AIE) reviu em baixa as previsões para a procura por petróleo. Cortou as projeções em quase um milhão de barris por dia, antecipando que se assista, este ano, à primeira contração na procura desde 2009 por causa do coronavírus.

A procura global pela matéria-prima deverá encolher para 99,9 milhões de barris de petróleo por dia, este ano, menos 90 mil barris do que em 2019, revelam as novas estimativas da AIE. Será, a confirmar-se, a primeira quebra desde 2009, podendo ser ainda pior caso os países não consigam conter o vírus.

Neste primeiro trimestre do ano, a procura deverá encolher em 2,49 milhões de barris por dia, em comparação com os mesmos três meses do ano passado, sendo expectável que no segundo trimestre a procura encolha em 40 mil barris antes de aumentar no terceiro trimestre.

Estas novas previsões, reveladas num dia marcado pela forte queda dos preços da matéria-prima por causa da decisão da Arábia Saudita de cortar os preços do seu petróleo ao mesmo tempo que ameaça inundar o mercado com petróleo, traduzem o impacto do coronavírus no apetite por petróleo.

A AIE justifica os cortes nas previsões para a procura com o travão nas importações por parte da China. O maior consumidor mundial da matéria-prima está a ser fortemente penalizado pelo vírus que surgiu na província de Hubei, infetando já mais de 100 pessoas em todo o mundo. Já morreram mais de 3.000 doentes.

Além da contração na procura pela China, a AIE justifica também o travão na procura com a redução do comércio internacional, bem como das viagens. A menor atividade levará, assim, a uma quebra no consumo de petróleo.

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