Coronavírus leva Câmara de Lisboa a encerrar museus, teatros e alguns monumentos

A autarquia de Fernando Medina vai encerrar diversos museus, teatros e monumentos na cidade, medidas temporárias para reduzir os riscos de exposição e contágio do coronavírus.

A Câmara de Lisboa (CML) também adotou um conjunto de medidas de forma a evitar a exposição e contágio do novo coronavírus. Assim como a autarquia do Porto, Fernando Medida decidiu encerrar vários museus, teatros e monumentos na capital, mas também suspender todas as visitas de lazer, turismo ou de âmbito cultural. Estas medidas estarão em vigor até 3 de abril.

Na sequência do Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença ao novo surto de coronavírus, e das orientações dadas pela Direção-Geral de Saúde (DGS), a CML vai adotar várias medidas temporárias, “com vista a reduzir os riscos de exposição e contágio”, refere a autarquia, em comunicado. “Estas medidas estão sujeitas a avaliação permanente” e estarão em vigor até 3 de abril.

Assim, a partir desta quarta-feira, serão encerrados todos os museus, galerias e bibliotecas nacionais, e os teatros municipais São Luiz, LuCa e do Bairro Alto. De porta fechada ficarão também o Padrão dos Descobrimentos, o Cinema São Jorge e as piscinas municipais geridas pelo município e pelas juntas de freguesia.

Serão ainda suspensas todas as atividades desportivas em recinto fechado, nomeadamente as Olisipíadas, todas as visitas de lazer, turismo ou de âmbito cultural, e todas as atividades complementares à ação educativa, como por exemplo visitas de estudo e passeios, promovidas pelo município ou com recurso ao serviço de transportes da CML.

Por enquanto, a autarquia vai manter a funcionar as feiras e os mercados, “reforçando as ações de formação e prevenção já em curso”, e promover junto de cada junta de freguesia “a avaliação de cada iniciativa concreta que se encontre programada”. Os serviços de atendimento ao munícipe, assim como os parques e jardins de gestão municipal, incluindo o Castelo de São Jorge, vão manter-se abertos ao público e a funcionar normalmente.

Esta terça-feira, a Câmara do Porto também anunciou o encerramento de vários teatros e museus, cancelando diversos eventos públicos. A próxima reunião de executivo camarário vai ser privada, referiu a autarquia, em comunicado.

Autarquias de Famalicão e Vila Nova de Gaia encerram equipamentos públicos

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão decidiu encerrar, a partir de amanhã, várias instalações públicas, como por exemplo: piscinas e pavilhões municipais, museus, biblioteca, casa da juventude, férias desportivas da Páscoa, assim como todos os programas educativos e desportivos municipais. A autarquia de Famalicão comunicou ainda que vai encerrar todos os serviços de atendimento ao público, com exceção do Balcão Único de Atendimento e Serviços do Ambiente, seguindo o plano de contingência contra a doença pelo novo coronavírus.

À semelhança da autarquia de Famalicão, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia também determinou o encerramento das piscinas municipais, centro de alto rendimento, auditórios municipais e a hospedaria do Parque Biológico de Gaia, a partir da próxima quinta-feira, 12 de março, por tempo indeterminado e até anúncio de medida em contrário. Durante o período de encerramento, todos os equipamentos gaienses serão alvo de intervenções de higienização, desinfeção e manutenção.

(Notícia atualizada às 17h17 com medidas anunciadas pelas autarquias de Famalicão e Gaia)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Coronavírus leva Câmara de Lisboa a encerrar museus, teatros e alguns monumentos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião