Metade dos trabalhadores da EDP vão passar a regime de teletrabalho

  • Lusa
  • 11 Março 2020

Elétrica diz que o trabalho remoto tem vindo a ser testado e aplicado "de forma regular", e a "adaptação e flexibilidade" é algo que para que os trabalhadores "estão preparados".

A EDP decretou que metade dos seus trabalhadores vão laborar em regime de teletrabalho a partir desta quarta-feira, na sequência de uma atualização do plano de contingência da empresa contra o Covid-19.

“Como medida preventiva, a EDP decidiu que 50% dos seus colaboradores irão funcionar em regime de teletrabalho a partir desta quarta-feira, 11 de março”, pode ler-se numa nota enviada por fonte oficial da EDP à Lusa.

De acordo com a empresa, “a EDP procura assim prevenir qualquer potencial risco de contágio sem colocar em causa o normal funcionamento da sua atividade em todas as áreas e serviços”.

“Para tal, todas as equipas na empresa dispõem de sistemas e ferramentas tecnológicas preparadas para garantir o trabalho à distância sem perturbações”, adianta ainda a empresa.

Segundo a elétrica liderada por António Mexia, o trabalho remoto tem vindo a ser testado e aplicado “de forma regular”, e a “adaptação e flexibilidade” é algo que para que os trabalhadores “estão completamente preparados”.

Para além da medida aplicável a metade dos seus trabalhadores anunciada, a EDP prevê também as práticas de “limitar as viagens nacionais e internacionais ao estritamente necessário”, “recomendar aos colaboradores que evitem viagens da China, Itália, Espanha, França, Alemanha, Irão, Japão, Singapura ou Repúplica da Coreia do Sul”.

As pessoas que regressem de qualquer desses países “devem ser enquadradas em regime de trabalho à distância durante um período de duas semanas, sendo que o regresso às instalações da EDP só deve ocorrer caso não se manifestem, durante esse período, sintomas de tosse, febre ou dificuldades respiratórias”.

O número de casos confirmados em Portugal de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, subiu para 59, mais 18 do que os contabilizados na terça-feira, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, há 471 casos suspeitos, dos quais 83 aguardam resultado laboratorial.

Segundo a DGS, há ainda 3.066 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde. A epidemia foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.200 mortos.

Cerca de 117 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 63 mil recuperaram.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 631 mortos e mais de 10.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Metade dos trabalhadores da EDP vão passar a regime de teletrabalho

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião