Covid-19: Festival de Cannes diz grupo segurador é “caçador de prémios”

  • ECO Seguros
  • 12 Março 2020

O festival internacional de cinema de Cannes tem 32 milhões de euros de despesa orçamentada para este ano e rejeitou uma proposta da seguradora para cobrir o risco de cancelamento.

As autoridades de saúde francesas interditaram a realização de eventos em locais de confinamento com mais de 1000 pessoas, para evitar a propagação da doença pelo novo coronavírus (Covid-19). A organização do festival já assumiu que não está abrangida pela restrição, mas enfrenta outras dificuldades, reporta o site Lesinrocks.com.

O evento anual que marca a agenda cultural no destino turístico do sul de França, próximo de Nice, tem realização prevista (por confirmar) entre os dias 12 e 23 de maio. De acordo com um exclusivo da revista Variety, o Festival não poderá contar com uma indemnização de seguro caso seja obrigada a anular o evento. A organização teve possibilidade de assegurar uma compensação para a eventualidade, mas rejeitou a oferta para contratar a opção (de reembolso em caso de epidemia e pandemia) junto da sua seguradora (Circles Group).

De acordo com declarações de Pierre Lescoure, presidente do Festival citado no jornal Le Figaro, a oferta da seguradora para cobertura opcional era “totalmente desproporcionada”. A organização de Cannes 2020 tem um orçamento de 32 milhões de euros e a cobertura oferecida representava apenas 6% deste valor.

“Propuseram-nos uma cobertura de até dois milhões de euros. Verdadeiramente peanuts. A companhia [de seguros] assumiu o papel de caçador de prémios e entendemos que seria melhor declinar a proposta”, afirmou Lescoure mostrando-se otimista: “Contamos com as nossas reservas (…). O fundo de dotação que dispomos permite-nos fazer face a, pelo menos, um ano sem receitas”.

A direção do Festival explicou ainda que a Covid-19 não está a ser considerada pelas seguradoras como causa “de força maior”, dado que a pandemia não cumpre três critérios: “incontrolável, imprevisível e exterior”.

Segundo a imprensa internacional, especialistas do outro lado do Atlântico (EUA) corroboram a ideia de que a pandemia está a ser excluída do critério ‘motivo de força maior’, sendo essa a orientação seguida pela generalidade das companhias que seguram numerosos eventos cancelados por lá.

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