Wall Street derrapa 7%. Índices entram em “bear market”

Os principais índices bolsistas dos EUA dão seguimento à onda vermelha que inunda a Europa, sofrendo perdas em torno de 7%, face à ameaça do coronavírus. Estão todos em "bear market".

Wall Street arrancou com um novo trambolhão, com todos os principais índices bolsistas a sofrerem perdas em torno de 7% e a entrarem em terreno de “bear market”. Dão seguimento ao tombo da Ásia e das bolsas europeias, pressionados pela propagação da pandemia do novo coronavírus e após os EUA terem decidido fechar a “fronteira aérea” com a Europa. Foram acionados mecanismos automáticos de suspensão de negociação durante 15 minutos.

Poucos minutos após o arranque da sessão desta quinta-feira, o Dow Jones tombava 7,2%, para os 21.856,91 pontos, isto depois de quarta-feira ter entrado em terreno “bear market” que assume uma perda de mais de 20% face ao último máximo. Já o S&P 500 caia 7,02%, para os 2.549,05 pontos, e o Nasdaq derrapava 7,03%, para os 7.393,25 pontos, entrando ambos também em “bear market”.

A derrapagem em Wall Street acontece depois de a Organização Mundial de Saúde ter declarado que o nível de contágios do novo coronavírus como sendo já uma pandemia. Horas depois, chegava a vez de Donald Trump anunciar a suspensão das entradas nos EUA de todos os viajantes com origem na Europa, excetuando os do Reino Unido. A medida terá a duração de 30 dias.

A notícia caiu como uma bomba, primeiro nas bolsas da Ásia, de seguida nas da Europa e agora alastram-se a Wall Street. Os títulos do setor do turismo e em particular da aviação são os mais penalizados.

Na retoma da negociação, as ações da American Airlines tombam 13,8%, enquanto as da United Airlines perdem 14,7%. Nas empresas de cruzeiros, a Carnival derrapa 14,5% em bolsa, enquanto a Royal Caribbean Cruises mergulha 24,3%.

Nem mesmo os dados positivos sobre o emprego nos EUA conhecidos nesta quinta-feira estão a ser suficientes para dar algum ânimo aos investidores de Wall Street. Quedas dos índices norte-americanos mantêm-se acima dos 7%.

(Notícia atualizada às 14h10)

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