Choque entre Montepio e PwC atrasa fecho das contas de 2019

  • ECO
  • 13 Março 2020

Esta quinta-feira à noite, o conselho geral da dona do Montepio ainda não tinha recebido as contas de 2019, nem o parecer do auditor. Responsável da PwC esteve em Lisboa a tentar desbloquear impasse.

O choque entre a Associação Mutualista Montepio Geral e a PwC atrasou o fecho das contas de 2019 da dona do Banco Montepio. Pelas 20h00 desta quinta-feira, a menos de 12 horas do início da reunião do conselho geral desta sexta-feira, os conselheiros ainda não tinham recebido o relatório do exercício do ano passado nem o parecer da auditoria, noticiou o Público (acesso condicionado).

Em causa, como noticiou o ECO, está o facto de a PwC, que audita as contas da associação, exigir à mutualista que reveja em baixa o valor do Banco Montepio e das seguradoras para valores próximos dos de mercado. A associação contesta, para evitar um défice de 1.000 milhões de euros que ameaça expor que a instituição está em falência técnica.

Ora, está marcada para as 10h00 desta sexta-feira a reunião do conselho geral do Montepio, pelo que o atraso deverá dificultar uma análise aprofundada às contas da Associação.

Segundo o jornal, o responsável das operações europeias da PwC veio de Londres a Lisboa na última semana, para ajudar a desbloquear o impasse. O caso é especialmente sensível também para a PwC, que foi visada nas denúncias dos Luanda Leaks e pretende, assim, evitar ser acusada de falta de escrutínio como auditora do Montepio.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Choque entre Montepio e PwC atrasa fecho das contas de 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião