Lisboa afunda para mínimo de 27 anos. Cai mais de 4%

O índice lisboeta acompanhou a forte pressão vendedora do resto da Europa. Em Lisboa, o BCP foi o título que mais pressionou: caiu 9%.

Novo trambolhão na bolsa de Lisboa, que não conseguiu resistir à grande pressão vendedora que se assistiu nas pares europeias. O PSI-20 tombou mais de 4% nesta sessão, fechando na fasquia mais baixa dos seus 27 anos de história, pressionado pelo BCP que derrapou mais de 9%.

O índice de referência nacional, o PSI-20, desvalorizou 4,36% para 3,670.03 pontos, com apenas duas cotadas em terreno positivo. Lá fora, o cenário repetiu-se, com o Stoxx 600 em mínimos de 2013. O índice pan-europeu recuou 5,1%. Já o francês CAC 40 caiu 5,9%, o alemão DAX deslizou 5,3% e o espanhol Ibex deu um trambolhão de 7,9%.

Dúvidas sobre a eficácia das medidas de bancos centrais com vista a conter os efeitos nocivos da pandemia do novo coronavírus nas economias voltaram a minar os mercados nesta segunda-feira. Nem mesmo a ação concertada por parte dos bancos centrais neste fim de semana, com destaque para a Reserva Federal dos EUA que cortou juros no domingo e decidiu avançar com a compra de ativos para tentar amparar a economia, foi suficiente para trazer a tranquilidade aos mercados.

PSI-20 cai para mínimos de 1993

Neste quadro, em Lisboa, a Ibersol foi a cotada do PSI-20 que mais desvalorizou. Numa só sessão perdeu mais de um quinto do seu valor bolsista. As suas ações desvalorizaram 22,74%, para os 4,79 euros. Houve ainda 14 dos 18 títulos do PSI-20 com perdas acima de 4%.

Contudo, o tombo que se assistiu em Lisboa deveu-se sobretudo ao BCP que viu as suas ações derraparem 9,62%, para um novo mínimo histórico de 10,15 cêntimos.

Entre os títulos com mais peso no índice bolsista nacional, destaque para a queda dos títulos das energéticas do universo EDP. As ações da EDP desvalorizaram 4,42%, para os 3,394 euros, enquanto as da sua participada EDP Renováveis caíram 4,91%, para os 9,87 euros.

Apenas duas cotadas do PSI-20 escaparam ao vermelho. A Jerónimo Martins subiu 1,96% para 14,305 euros no dia em que a Polónia admitiu reabrir os supermercados ao domingo. Já a Mota-Engil teve uma valorização de 0,18% para 1,085 euros.

(Notícia atualizada às 19h09)

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