Portugal entra em fase de mitigação, anuncia DGS

Portugal entrou oficialmente em fase de mitigação. As unidades de saúde do país terão, assim, de adotar medidas mais concretas para combater a pandemia.

Portugal entrou oficialmente em fase de mitigação do coronavírus, anunciou esta segunda-feira a Direção-Geral de Saúde (DGS). As unidades de saúde do país terão, assim, de adotar medidas mais concretas para combater esta pandemia. Isto acontece num dia em que o número de casos confirmados de coronavírus no país aumentou para um total de 331.

“Atendendo à emergência de saúde pública de âmbito internacional, declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), provocada pelo vírus SARS-CoV-2 (…) e à classificação pela OMS da doença Covid-19 como pandemia (…), é necessário adotar os procedimentos que, de forma responsável e proporcional à evolução das fases de propagação desta pandemia, salvaguardem a manutenção da saúde pública, na defesa dos riscos potenciais e comprovados, segundo elevados critérios científicos e sociais, e no respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos“, refere o documento da DGS.

Assim, refere a entidade, “importa adaptar a abordagem clínica dos doentes com suspeita e infeção confirmada por SARS-CoV-2 no SNS” e, para isso, “urge aplicar medidas de mitigação que garantam a adequação e sustentabilidade do SNS”. São elas:

  • Criar “áreas dedicadas à avaliação e tratamento” de doentes com coronavírus nos centros hospitalares e centros de saúde. No meio hospitalar deve existir uma área destas em cada serviço de urgência e “enfermarias dedicadas ao tratamento” destes doentes, enquanto nos centros de cuidado de saúde primários deve haver, “pelo menos”, uma destas áreas em cada comunidade e um número adicional “conforme a densidade populacional, a dispersão geográfica e a evolução epidemiológica regional e local” deste vírus;
  • Estas áreas de avaliação e tratamento de coronavírus “devem estar bem identificadas, com sinalética apropriada, e serem do conhecimento
    das comunidades regionais e locais, para garantir a efetiva separação dos doentes com suspeita e confirmação de infeção”;
  • Durante a pandemia, “todos os profissionais de saúde devem utilizar, de forma responsável, máscara cirúrgica quando em contacto direto com doentes”,
  • “Todos os doentes com suspeita de Covid-19 (…) devem ser submetidos a testes laboratoriais para SARS-CoV-2, e registados na plataforma SINAVE (área médicos)”;
  • “Todos os doentes com suspeita de Covid-19 são submetidos à realização de testes laboratoriais, em qualquer Serviço de Urgência com capacidade para tal, por prescrição médica, sob validação do Chefe de Equipa, e sem recurso à LAM (Linha de Apoio ao Médico) da DGS”;
  • “A colheita e processamento das amostras biológicas devem cumprir os critérios de qualidade e segurança”;
  • “Os resultados de todos os testes realizados para SARS-COV-2, independentemente do seu resultado, devem ser registados na plataforma SINAVE (área laboratórios), por forma a dar conhecimento dos mesmos às equipas de saúde e às Autoridades de Saúde”;
  • Os responsáveis das unidades hospitalares e centros médicos devem garantir, “por todos os meios necessários, em articulação com os parceiros regionais e locais” o “incentivo à atitude responsável e cívica de todos os cidadãos”, “a informação adequada sobre os locais de acesso ao SNS para os doentes com suspeita e infeção confirmada por SARS-CoV-2”.

Ainda no mesmo documento, que pode ser consultado abaixo, a DGS especifica as características que estas áreas dedicadas à avaliação e tratamento de doentes com coronavírus devem ter. Nomeadamente terem, no mínimo, duas salas de observação, áreas de receção e de espera separadas das dos doentes sem suspeita e terem de serviço um médico, um enfermeiro, um assistentes operacional, um administrativo e uma equipa de limpeza.

Esta segunda-feira, de acordo com os dados revelados na atualização diária do boletim epidemiológico, o número de infetados aumentou para 331. As autoridades já alertaram que esperam uma subida expressiva do número de confirmações, à medida que a realização de mais testes vai permitindo descobrir novos casos que, até agora, não eram conhecidos.

(Notícia atualizada às 13h07 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal entra em fase de mitigação, anuncia DGS

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião